O projeto começa nas pessoas.A transformação acontece nos espaços.
Sou Igor Drumond, arquiteto e urbanista em Juiz de Fora. Do objeto ao bairro, conecto sensibilidade, pesquisa e desenho para criar espaços que acolhem, aproximam e fazem parte da vida.
Maiores interesses
Arquitetura
Casas, interiores, habitação e equipamentos públicos, do estudo ao detalhe.
Cidade
Urbanismo, espaço público, paisagem e águas urbanas: a cidade como projeto.
Design
Mobiliário e objetos autorais, onde a peça, o material e o ambiente se encontram.
Principais projetos
Casa sobre Jardim
- Ano
- 2023
- Tipo
- Residencial unifamiliar
- Autoria
- ARQLIQ
- Status
- Em construção
Uma residência unifamiliar com projeto executivo em obra.
- Programa
- Residência unifamiliar.
Residência unifamiliar de dois pavimentos, projetada no escritório ARQLIQ e hoje em construção. O volume superior, em elementos cerâmicos vazados, se apoia sobre pilotis de concreto, que abrigam a garagem e liberam o térreo para o jardim. A fachada combina tijolo aparente, cobogó e um muro em tela metálica perfurada, que filtra a luz, preserva a privacidade e deixa o jardim visto da rua. Fiz o projeto executivo.
Espaço Arnaldo Janssen
- Ano
- 2021
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, área de convivência
- Status
- Acadêmico
Uma área de convivência desenhada a partir dos ventos, do sol, do ruído e dos fluxos do terreno.
- Programa
- Dois pátios com coberturas leves, bancos, vegetação e espelhos d'água.
Desenvolvido em 2021 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo I, na UniAcademia, o projeto propõe uma área de convivência para o campus Arnaldo Janssen, no bairro Estrela Sul, em Juiz de Fora, pensada para alunos, professores e funcionários.
O estudo parte da análise dos ventos, da incidência solar, dos ruídos e dos fluxos do terreno.
A proposta organiza dois pátios com coberturas leves em tensão, bancos, vegetação e espelhos d'água, em diálogo com o edifício da biblioteca.
O projeto foi desenvolvido à mão, com planta, implantação, cortes, elevações e maquetes físicas, e inclui uma proposta de materiais, mobiliário urbano e vegetação.
Praça Pantaleone Arcuri
- Ano
- 2021
- Local
- Poço Rico, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, praça e espaço público
- Status
- Acadêmico
Uma praça que deixa de ser ilha e traz o verde de volta ao centro urbano.
- Programa
- Revitalização da praça e do entorno, com arquitetura biofílica e paisagismo.
Desenvolvido em 2021 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo II, na UniAcademia, o projeto propõe a revitalização da Praça Pantaleone Arcuri e de seu entorno, no bairro Poço Rico, em Juiz de Fora, para que a população possa usufruir ainda mais do espaço, com mais segurança, conforto e qualidade.
O conceito é trazer as áreas verdes de volta aos grandes centros urbanos, a partir da arquitetura biofílica e do paisagismo.
A praça deixa de ser uma ilha: o trânsito é deslocado para um dos lados, e uma via compartilhada serve aos moradores e também à corrida, à caminhada, ao skate e à bicicleta.
O programa reúne parquinho, academia ao ar livre, sanitários, pátios do monumento, bosques, áreas de convívio e uma cafeteria com rampas verdes por cima. Barreira vegetal, meio-fio drenante, iluminação no piso e bicicletários completam a proposta.
Livros
Os livros que foram referência para mim até agora: cidade, habitação, projeto, estrutura e história da arquitetura.
Housing First
- Ano
- 2025
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Habitação e atendimento
- Status
- Acadêmico
Moradia como ponto de partida para reconstruir a autonomia de quem vive na rua.
- Programa
- Complexo habitacional e de atendimento, com habitação, serviços essenciais, assistência multidisciplinar e espaços de convivência.
Desenvolvido em 2025, em Juiz de Fora, o projeto propõe um complexo habitacional e de atendimento para a população em situação de rua. Inspirada no modelo internacional de mesmo nome, a proposta reconhece a moradia permanente como ponto de partida para a reconstrução da autonomia e a reinserção social, reunindo habitação, serviços essenciais, assistência multidisciplinar e espaços de convivência.
O projeto demonstra como a arquitetura e o urbanismo podem contribuir para a construção de cidades mais inclusivas, humanas e socialmente justas.
Situação de rua
Introdução
A história das cidades modernas é também a história de suas desigualdades. Ao longo do século XX, o avanço urbano e a consolidação do capitalismo moldaram territórios marcados pela exclusão e pela privatização do espaço público. O direito à cidade, antes concebido como expressão de cidadania, foi gradualmente substituído pela lógica do consumo e da propriedade. Nesse cenário, a ausência de moradia digna tornou-se uma das faces mais visíveis da injustiça social.
O capitalismo urbano, ao transformar a terra em mercadoria e o espaço em ativo financeiro, consolidou uma estrutura que produz continuamente a exclusão. A cidade passou a ser planejada para quem pode pagar por ela. Aqueles que não conseguem se manter dentro dessa lógica, seja por desemprego, adoecimento, envelhecimento ou ruptura de vínculos familiares, tornam-se corpos deslocados no tecido urbano. A perda da moradia, muitas vezes, não é um evento isolado, mas o resultado de uma sequência de vulnerabilidades sociais acumuladas, até que o espaço público se torne o último refúgio possível.
A exclusão urbana não é um destino inevitável, mas o resultado de um conjunto de falhas estruturais: a precarização do trabalho, a ausência de políticas sociais efetivas e a desproteção diante das crises econômicas lançam indivíduos e famílias à margem, sem redes de sustentação que possam impedir sua queda.Kowarick, 2000, p. 112
Foi a partir desse contexto que, no início da década de 1990, em Nova York, surgiu o modelo Housing First, idealizado pelo psicólogo Sam Tsemberis. Em meio a políticas repressivas e à criminalização da pobreza, Tsemberis propôs uma mudança radical: a casa deve vir primeiro. A moradia, compreendida como direito humano, passou a ser o ponto de partida para a reconstrução da vida, e não a recompensa por comportamentos considerados “adequados”.
A moradia digna não pode ser entendida como prêmio final, de uma jornada de superação, mas como alicerce básico para qualquer processo de inclusão social.Rolnik, 2015, p. 93
O Housing First rompeu com décadas de políticas baseadas na institucionalização e no assistencialismo. Ao reconhecer o indivíduo antes do problema, o modelo recolocou a dignidade humana no centro das políticas públicas. Essa abordagem inspirou transformações significativas em países como Finlândia e Dinamarca, onde a habitação permanente, associada a suporte social contínuo, mostrou ser o caminho mais eficaz para reintegrar pessoas em situação de vulnerabilidade.
Mais do que um programa habitacional, o Housing First representa uma mudança cultural e ética: a cidade deixa de enxergar o morador de rua como um “desvio” e passa a reconhecê-lo como sujeito de direitos. Ele questiona a estrutura urbana que segrega e propõe um modo de habitar que reconcilia o espaço com a vida.
A moradia é a base estruturante para a vida e a inclusão social da população em situação de rua.Kohara e Comaru, 2023
Assim, este trabalho propõe uma reflexão sobre a aplicação desse modelo no contexto brasileiro e, especialmente, em Juiz de Fora, compreendendo a arquitetura como instrumento de transformação social, reconstrução de vínculos e reparação simbólica no território urbano.
Objetivos
Objetivo geral. Desenvolver um projeto arquitetônico baseado no modelo Housing First, voltado à população em situação de rua na cidade de Juiz de Fora, propondo a criação de um equipamento público multifuncional que ofereça moradia permanente e serviços integrados de saúde, assistência social, educação e capacitação profissional, buscando garantir dignidade, autonomia e reintegração social por meio de espaços humanizados.
Objetivos específicos.
- Implementar um programa habitacional permanente como alternativa às políticas de abrigamento temporário;
- Integrar moradia, saúde e assistência social em um mesmo espaço, oferecendo suporte contínuo e acessível;
- Capacitar beneficiários por meio de oficinas e cursos profissionalizantes, favorecendo a reinserção no mercado de trabalho;
- Promover convivência comunitária com espaços coletivos de uso compartilhado, como praças, hortas e áreas de lazer;
- Garantir o direito à cidade, inserindo o equipamento em área central e fortalecendo o sentimento de pertencimento urbano;
- Fomentar práticas sustentáveis através de tecnologias construtivas ecológicas e reutilização de materiais;
- Avaliar o impacto social e urbano do projeto, utilizando indicadores de reintegração e qualidade de vida.
Metodologia
A metodologia combina procedimentos qualitativos e quantitativos, para garantir uma análise ampla e fundamentada sobre a situação de rua em Juiz de Fora e a viabilidade de implementação do modelo Housing First no município. Busca-se compreender os aspectos teóricos e contextuais das políticas públicas habitacionais e mensurar os impactos sociais e econômicos da exclusão habitacional, para dar base técnica à proposta arquitetônica e urbanística.
- Abordagem mista. Qualitativa, com análise teórica, histórica e contextual; quantitativa, com levantamento e interpretação de dados sociais e econômicos.
- Pesquisa bibliográfica e documental. Livros, artigos científicos, legislações, planos urbanos e relatórios de instituições públicas e civis.
- Estudo de caso: Juiz de Fora. Análise da população em situação de rua, da infraestrutura urbana e da rede de serviços existentes.
- Dados oficiais. Indicadores socioeconômicos e custos públicos com saúde, segurança e assistência.
- Aplicação dos princípios do Housing First, para orientar as diretrizes da proposta. O objetivo é fundamentar tecnicamente a implantação de um equipamento público de moradia e serviços integrados no centro da cidade.
História
A presença de pessoas sem moradia fixa, vivendo à margem das estruturas sociais, não é um fenômeno exclusivo da contemporaneidade. Historiadores e sociólogos apontam a existência de mendigos, andarilhos e “vadios” em diversas épocas, desde o mundo clássico até o período feudal. Contudo, a população em situação de rua, tal como a conhecemos hoje, como um problema social de massa, permanente e com características de extrema exclusão e vulnerabilidade, tem sua origem e reprodução ligadas ao desenvolvimento do modo de produção capitalista.
O grande divisor de águas histórico se deu com a transição do feudalismo para o mercantilismo e, depois, com a Revolução Industrial, no século XVIII. Antes, a pobreza extrema estava associada a viúvas, órfãos, enfermos ou incapacitados para o trabalho, e era tratada, ainda que de forma limitada, pela caridade cristã, que via no pobre uma figura sagrada. Com o capitalismo, essa percepção se inverte radicalmente.
A gênese desse novo contingente de despossuídos está na dissolução dos laços feudais e, notavelmente, nos cercamentos (enclosures) na Inglaterra, que expulsaram camponeses de suas terras comunais e os transformaram em uma massa de pessoas sem meios de subsistência, livres para vender sua força de trabalho, mas igualmente livres para morrer de fome. O êxodo rural maciço em direção aos centros industriais superou a capacidade de absorção do mercado e formou uma população “supérflua” para a produção imediata do capital.
É nesse contexto que a análise de Karl Marx sobre a Lei Geral da Acumulação Capitalista se torna central para compreender essa população. Marx argumenta que o capitalismo, ao mesmo tempo que acumula riqueza em um polo, produz, em escala correspondente, a miséria no polo oposto. Para se expandir, o capital precisa não apenas de trabalhadores ativos, mas também de uma reserva de mão de obra desempregada, o Exército Industrial de Reserva. Essa reserva pressiona salários e condições de trabalho, e a população em situação de rua é a camada mais profunda e “estagnada” dele: pessoas tão despojadas de suas condições de vida (moradia, saúde, vínculos sociais) que lhes é extremamente difícil retornar ao mercado formal.
Nas décadas recentes, o capitalismo neoliberal e a globalização aprofundaram a crise. A precarização do trabalho, o desmonte das políticas sociais e a crise habitacional, em que a moradia é tratada como ativo financeiro e não como direito, contribuíram para um aumento exponencial dessa população em todo o mundo. A ausência de empregos estáveis, o subemprego (como catadores de recicláveis e flanelinhas) e a dificuldade crônica de acesso à moradia empurram contingentes cada vez maiores para a rua, onde a vulnerabilidade se manifesta em rompimentos de vínculos familiares, problemas de saúde mental, uso abusivo de substâncias e, sobretudo, na violência institucionalizada e na invisibilidade social.
Em suma, a situação de rua é a expressão mais dolorosa e visível da desigualdade estrutural. Ela não é um acidente, nem resultado de falhas de caráter individual, mas um produto necessário da lei da acumulação: quanto mais a riqueza se concentra, maior é a massa de “refugo humano” descartado e marginalizado pelo sistema.
Tema
A realidade da população em situação de rua é o reflexo mais visível das desigualdades estruturais que se intensificaram com o avanço do capitalismo urbano. As cidades contemporâneas, planejadas sob a lógica do lucro e da propriedade, transformaram a moradia em mercadoria e o espaço urbano em instrumento de exclusão. O acesso à terra e à habitação, que deveria constituir um direito universal, passou a depender da capacidade de consumo. Nesse cenário, o indivíduo que perde o emprego, adoece, envelhece ou rompe laços familiares encontra nas ruas não uma escolha, mas a consequência de um sistema que o descartou.
A realidade da população em situação de rua é o reflexo mais visível das desigualdades estruturais que se intensificaram com o avanço do capitalismo urbano.
A cidade, moldada para atender às demandas do capital, produz diariamente novos excluídos. À medida que o solo urbano se valoriza e a moradia se torna inacessível para grande parte da população, cresce o número de pessoas forçadas a habitar espaços públicos, marquises, viadutos e calçadas. Essa exclusão não é acidental, mas resultado de uma política econômica que privilegia a especulação imobiliária e o investimento privado, deixando de lado o planejamento social e a função pública do território.
A falta de moradia digna está diretamente associada à fragilidade das políticas públicas habitacionais. O Estado brasileiro, historicamente, tem atuado de forma fragmentada, criando programas emergenciais de abrigo e acolhimento que não garantem estabilidade, pertencimento ou autonomia. Essa abordagem, baseada na assistência temporária, não interrompe o ciclo da pobreza; apenas o prolonga.
O morador em situação de rua não tem rosto nem estereótipo. Pode ser qualquer um de nós, apenas uma pessoa comum enfrentando problemas da vida. Sem uma solução permanente, os problemas se agravam a cada ano e acabam saindo do controle do Estado. É necessário enxergar essas pessoas como seres humanos que precisam de apoio e cuidado.
Dados
Segundo levantamentos recentes do Governo Federal, o Brasil contabiliza cerca de 327 mil pessoas em situação de rua, com aumento constante nas últimas décadas. A região Sudeste concentra a maior parte dessa população, e Minas Gerais aparece entre os três estados com maior número de registros. Em Juiz de Fora, pesquisas da UFJF apontam que o número de pessoas vivendo nas ruas mais que dobrou desde 2016. A maioria é composta por homens adultos, entre 30 e 50 anos, que em algum momento tiveram moradia e emprego formal, mas perderam tudo em razão da instabilidade econômica e da falta de suporte institucional.
Juiz de Fora passou de 384 pessoas em 2016 para 805 em 2023 e chegou a cerca de 1.300 em 2025, um aumento de mais de 230% em menos de uma década. Apesar de não ser a segunda cidade mais populosa de Minas Gerais, ocupa o segundo lugar em número de pessoas em situação de rua, atrás apenas de Belo Horizonte.
A dependência química, as doenças mentais e as rupturas afetivas são consequências da exclusão social, não suas causas. Enquanto as respostas governamentais permanecerem centradas em abrigos temporários e medidas paliativas, a realidade nas ruas continuará a se expandir.
Trajetória
A trajetória que leva uma pessoa à situação de rua é complexa e multifatorial. Em Juiz de Fora, 54% apontam as dificuldades econômicas como principal causa, reflexo direto do desemprego, da informalidade e da falta de acesso a políticas habitacionais eficazes. Outros 47,3% indicam a ruptura de vínculos familiares. Questões de saúde mental e dependência química aparecem em 32,5% dos casos, muitas vezes agravadas pela ausência de rede pública de acolhimento e tratamento. A pandemia de covid-19 levou 35,3% das pessoas às ruas, por perda de renda, emprego e moradia.
A trajetória que leva uma pessoa à situação de rua é complexa e multifatorial.
O tempo de permanência revela a profundidade da exclusão: 33,7% estão em situação de rua há menos de um ano, o que mostra a entrada constante de novas pessoas; 26,8% permanecem entre um e cinco anos; e 39,5% vivem nas ruas há mais de cinco anos. A longa permanência intensifica o sofrimento físico e psicológico, rompe laços comunitários e reduz as possibilidades de retomada da vida social e profissional, o que torna mais urgente a adoção de modelos permanentes de moradia, que ofereçam segurança, acompanhamento e estabilidade como base para a reconstrução da cidadania.
Perfil
Com base no Censo e Diagnóstico da População Adulta em Situação de Rua de Juiz de Fora (2022/2023), a população é majoritariamente masculina: 84,7% são homens, com idade média de 43,2 anos, concentrada na faixa entre 30 e 50 anos. É predominantemente negra: cerca de 75% se autodeclaram pretos ou pardos, o que reforça a interseção entre exclusão social e desigualdade racial no contexto urbano.
Os dados desconstroem o mito da “escolha”. A vasta maioria, 71%, possuía domicílio próprio antes de ir para as ruas, o que indica que a condição de rua é um ponto de chegada após a perda de um alicerce básico, e não uma trajetória inicial. Da mesma forma, 54,2% já tiveram emprego formal, o que evidencia o papel da precarização do trabalho e das crises econômicas. O fato de a maioria ter tido moradia e trabalho confirma que o problema é a ausência de redes de sustentação e o fracasso das políticas urbanas que veem a moradia como investimento e não como um direito.
A falta de documentação é uma das mais graves expressões da invisibilidade social e um obstáculo à reintegração. Sem documentos, a pessoa perde o acesso formal à identidade e à cidadania, e fica impossibilitada de acessar serviços públicos essenciais, benefícios sociais e emprego formal. Por isso, o projeto propõe um Núcleo de Informação Geral e Atendimento (DIGA) no complexo: ao concentrar a gestão e o atendimento, a recuperação da identidade civil passa a ser o passo inicial e estrutural da reinserção.
A baixa escolaridade também perpetua a situação de rua. Em um contexto mais amplo, 64% da população em situação de rua (em um estudo de 2008) não concluiu o ensino fundamental, o que agrava a dificuldade de reinserção no mercado formal e limita as opções a trabalhos informais e precários, como a catação de recicláveis. Por isso, o projeto integra oficinas, salas multiuso, cursos profissionalizantes e aulas de informática, para criar um caminho tangível para a autonomia.
Estigma
A população em situação de rua enfrenta um processo contínuo de exclusão social que se manifesta, sobretudo, no espaço urbano. Essa exclusão é sustentada por um estigma que associa a falta de moradia à marginalidade, à improdutividade e ao fracasso individual. Tal visão reduz o fenômeno a uma questão moral e invisibiliza as causas estruturais: o desemprego, o alto custo da habitação, a precarização do trabalho e a ausência de políticas públicas eficazes.
Tal visão reduz o fenômeno a uma questão moral e invisibiliza as causas estruturais.
O estigma produz uma barreira simbólica que separa “os que têm lugar” daqueles destituídos de qualquer direito ao pertencimento urbano. O morador de rua deixa de ser visto como sujeito de direitos e passa a ser percebido como um problema urbano a ser eliminado. Segundo Goffman (1988), o estigma é um processo de desvalorização que reduz a pessoa à sua condição aparente, negando-lhe identidade e dignidade. Aplicado à cidade, transforma o espaço público em um campo de disputa simbólica, no qual a presença do “indesejado” ameaça a imagem de ordem e progresso que o centro busca preservar.
Reconhecer o direito à cidade para essa população implica romper com o estigma e repensar o espaço urbano como meio de reintegração. A superação do estigma passa por políticas que compreendam a cidade como lugar de acolhimento, e não de rejeição.
Serviços
Juiz de Fora conta com uma rede de atendimento relativamente estruturada. A Secretaria de Assistência Social (SAS) disponibiliza:
- dois Centros POP (Centro de Referência para Pessoas em Situação de Rua);
- um Centro NuPOP (Núcleo de Convivência);
- o Serviço Especializado de Abordagem Social;
- acolhimento em hotéis;
- ações de saúde e inclusão, além do Comitê Pop Rua JF;
- serviço de abrigo temporário e restaurantes populares.
Essas iniciativas cumprem o papel de cadastramento, atendimento emergencial, assistência social e cuidados provisórios, e cerca de 64% da população já usa os serviços. Contudo, baseiam-se em um modelo de atendimento ultrapassado e pouco eficaz diante da complexidade do problema. O grande limite é que se concentram em ações pontuais e de contenção, como o abrigamento temporário, sem oferecer soluções duradouras. Como reflexo, o número de pessoas em situação de rua na cidade não tem diminuído, e torna-se evidente a urgência de articular os serviços existentes a uma abordagem de longo prazo, como o Housing First.
Localidade
O centro urbano é o núcleo simbólico, histórico e funcional da cidade, onde as relações sociais, econômicas e culturais se manifestam com mais intensidade. Nas últimas décadas, muitos centros brasileiros passaram por esvaziamento residencial e degradação física, acompanhados de exclusão social e da presença maior de pessoas em situação de rua. Isso evidencia a contradição entre o centro como lugar de oportunidades e o centro como território de abandono e invisibilidade.
Embora a região Central seja a menor em extensão, ela concentra a maior parte da população em situação de rua: 55% do total. As demais regiões somam números bem menores.
É no centro que essa população encontra maior facilidade de acesso a meios de sobrevivência e a serviços, ainda que precários, o que o torna o principal território de moradia e vulnerabilidade dessa parcela da sociedade.
A reocupação e a requalificação do centro devem ser entendidas não só como revitalização física, mas como estratégia de reintegração social e urbana. Ao propor equipamentos habitacionais e de apoio social nesse território, rompe-se a lógica que desloca populações vulneráveis para áreas periféricas e invisíveis. Para Lefebvre (2001, p. 125), “o direito à cidade não se reduz ao acesso ao espaço urbano, mas envolve a possibilidade de participar da vida urbana e de se reconhecer nela”.
A centralidade urbana é o espelho da estrutura social; transformá-la é transformar a própria sociedade.Villaça, 2012, p. 63
A linha férrea, o Viaduto Roza Cabinda (Viaduto da Rua Benjamin Constant) e as margens do Rio Paraibuna são grandes áreas de oportunidade. Hoje são vetores de segregação, acúmulo de rejeitos e permanência precária para a população de rua, mas uma revitalização coordenada pode transformá-los em espaços de convívio e conexão. Por isso, o projeto não pretende só construir um edifício: pretende iniciar um processo de reparação territorial, que usa a arquitetura e o urbanismo como ferramentas de justiça social.
A especulação imobiliária, ao tratar a moradia como investimento e não como direito, produz segregação socioespacial, expulsa as camadas populares para as periferias e concentra imóveis ociosos nos centros. O esvaziamento dos centros é consequência direta dessa lógica, e a repopulação deles é essencial para o exercício da cidadania.
Problema urbano
Outro fenômeno das cidades contemporâneas é o avanço de uma lógica de vigilância, controle e exclusão. A consolidação de espaços públicos cercados, privatizados e monitorados prioriza a segurança e o consumo em detrimento da convivência. Essa tendência reforça a chamada arquitetura hostil, o conjunto de estratégias que afastam determinados grupos, sobretudo pessoas em situação de rua: bancos divididos por barras metálicas, pisos inclinados, pontas, grades e dispositivos que impedem o descanso ou o abrigo. Como destaca Rolnik (2015, p. 87), a privatização do espaço urbano e a disseminação de dispositivos de controle resultam na “morte simbólica das ruas”, que se tornam corredores de passagem e não de encontro.
A situação de rua é um fenômeno complexo, que ultrapassa a esfera individual e se manifesta como problema coletivo, estrutural e territorial. Não se trata apenas da ausência de moradia, mas da negação de direitos fundamentais e do rompimento dos vínculos que sustentam a vida em comunidade. O impacto recai sobre toda a cidade, e deve ser tratado como questão de planejamento urbano e de justiça social, com políticas que garantam moradia digna, saúde, educação e geração de renda, para promover não só o acolhimento emergencial, mas a reintegração plena à vida urbana.
Proposta
O Housing First propõe uma inversão de lógica: garantir primeiro a moradia e, a partir dela, articular os demais serviços sociais. A proposta busca não apenas oferecer abrigo, mas reintegrar a pessoa ao tecido urbano e social, por meio de um equipamento público multifuncional que reúna moradia, atendimento social, saúde, educação e capacitação profissional.
O Housing First propõe uma inversão de lógica: garantir primeiro a moradia e, a partir dela, articular os demais serviços sociais.
A decisão de construir um novo edifício, em vez de adaptar estruturas existentes ou alugar imóveis, é um pilar estratégico. O edifício será a sede central e o centro organizacional do programa, concentrando os principais serviços e abrigando um departamento dedicado à coordenação, regulamentação e fiscalização das ações na cidade. Essa centralização dá eficiência à gestão e serve de referência para futuras filiais descentralizadas, que viabilizem a adaptação de outros imóveis abandonados ou tombados. Além disso, uma base física marcante, alinhada às diretrizes de sustentabilidade, acessibilidade e flexibilidade, reduz o risco de descontinuidade do programa diante de mudanças de gestão política. A estrutura metálica e os painéis isotérmicos dão agilidade e redução de custos à obra e garantem adaptabilidade a demandas futuras.
Expansão
O edifício proposto concentra os principais serviços do programa e funciona como núcleo administrativo e operacional. A partir dele será possível coordenar a implementação de ações em outras regiões da cidade, por meio de unidades descentralizadas que operem como filiais. Esse formato permite ampliar o programa gradualmente, conforme as demandas urbanas e sociais, evita replicar estruturas complexas em cada área de atuação, dá mais agilidade às decisões e otimiza recursos humanos e financeiros.
Progressão
O edifício não se destina à ocupação permanente por pessoas em situação de rua, dependentes químicos ou pessoas com deficiências físicas ou mentais. Ao longo do programa, os moradores passam por processos de cuidado, acolhimento e reintegração, e ganham aos poucos condições de retomar a autonomia e reconstruir vínculos, para seguir a vida como pessoas comuns que superaram limitações impostas por circunstâncias adversas.
Quando sua função social inicial for cumprida, o edifício se consolida como espaço urbano de uso misto, integrando órgãos públicos de assistência social. Sua implantação às margens do Rio Paraibuna e junto à linha férrea fortalece essa região e ajuda a mitigar os impactos econômicos e sociais da construção do Viaduto Rosa Cabinda e da presença do albergue nas proximidades.
Modelo
O Housing First é uma abordagem de política pública inovadora e humanizada, voltada à população em situação de rua e vulnerabilidade social. O princípio central é a oferta imediata de moradia permanente e estável como ponto de partida para a reinserção social.
Diferentemente dos modelos tradicionais de abrigamento, ele não impõe pré-requisitos, como abstinência de substâncias ou adesão prévia a tratamento. A moradia é vista como direito humano fundamental e alicerce básico, e não como recompensa ao final de um processo de recuperação. Depois de conquistar a estabilidade habitacional, a pessoa passa a ter acesso voluntário a uma rede de serviços integrados e personalizados: acompanhamento psicológico, assistência social, cuidados de saúde e capacitação profissional, com foco na redução de danos e na recuperação gradual. A autonomia é respeitada: a pessoa decide por si, e o poder público assegura a moradia digna e o apoio contínuo.
Finlândia e Dinamarca
A Finlândia é o principal exemplo global na erradicação da situação de rua, que praticamente eliminou em 2024. Desde 2008, o governo substituiu os abrigos temporários, insuficientes, por moradias permanentes no modelo Housing First. O sucesso foi sustentado por um órgão que articula serviços sociais, saúde e habitação, e pela criação de moradias por meio da reabilitação de edifícios existentes (a conversão de albergues em unidades) e da construção de novos conjuntos distribuídos em bairros comuns. O resultado foi uma redução significativa dos gastos públicos com saúde, justiça e assistência emergencial.
A Dinamarca adotou políticas similares, investindo em moradias públicas permanentes e implementando um sistema nacional de dados para a identificação precoce de riscos.
Belo Horizonte
No Brasil, Belo Horizonte é pioneira na articulação de programas federais para implementar o Housing First. Em 2025, iniciou o modelo com recursos dos programas federais Moradia Primeiro e Plano Nacional Ruas Visíveis, para garantir moradia digna a cerca de 12 mil pessoas em situação de rua. O investimento inicial é de R$ 4,5 milhões, para retirar 100 famílias da rua. O programa “Moradia Primeiro” foi lançado em 2023 com um aporte inicial de R$ 982 milhões para municípios interessados em adotar o modelo.
Housing First em Juiz de Fora
Considerando a eficácia comprovada em contextos internacionais e nacionais, o Housing First é a alternativa mais sustentável para enfrentar o desafio em Juiz de Fora. A implementação é plenamente possível, em especial com o programa federal Moradia Primeiro. Priorizar a moradia estável resultaria na desocupação mais eficiente das ruas, na humanização do tratamento e na otimização de recursos públicos, uma vez que a moradia permanente é mais barata e mais efetiva a longo prazo do que o abrigamento rotativo e de emergência.
O Housing First é a alternativa mais sustentável para enfrentar o desafio em Juiz de Fora.
O modelo também oferece economia aos cofres públicos, com a redução de internações hospitalares, de custos com o sistema prisional, de despesas com desintoxicação e saúde mental, da sobrecarga da segurança pública, de gastos contínuos com saúde pública e assistência social e dos custos de manutenção e limpeza urbana decorrentes da precariedade da vida nas ruas. A experiência finlandesa mostrou que investir em moradia digna é, de fato, uma estratégia mais eficaz e economicamente vantajosa para o Estado.
Contexto urbano
Localização
O terreno fica em Juiz de Fora, Minas Gerais, na Região de Planejamento Centro da mancha urbana, entre a linha férrea e o Rio Paraibuna, trecho historicamente conhecido como um corredor esquecido da cidade. Está em uma esquina estratégica entre duas das principais avenidas, a Av. Brasil e a Av. Francisco Bernardino, além de duas ruas importantes, a Rua Benjamin Constant e a Rua José Calil Ahouagi. A região passa por transformações significativas, com a construção de um viaduto que transpõe a linha férrea.
A localização, na esquina da Rua Benjamin Constant com a Rua José Calil Ahouagi, tem importância estratégica e simbólica.
- Acesso e sobrevivência. O centro concentra 55% da população em situação de rua, pela maior oferta de meios de sobrevivência, como a coleta de recicláveis. Implantar o projeto ali aumenta a chance de adesão dos potenciais usuários.
- Proximidade com o Triângulo Central, o “coração vivo da cidade” e principal referencial para comércio, serviços, lazer e usos institucionais e culturais, com praças, galerias e calçadões, como a Rua Halfeld, e acesso facilitado a equipamentos de infraestrutura já consolidados.
- Repopulação e revitalização. A Zona Comercial 5 (Via Especial) permite uso misto e adensamento. O projeto reintroduz a moradia no centro, combate o esvaziamento e atua contra a especulação imobiliária.
- Direito à cidade. Escolher o centro não é um detalhe técnico, mas uma decisão política e simbólica. Inserir a população em situação de rua no espaço central é um ato de reconstrução ética e espacial, que confronta a lógica que empurra as populações vulneráveis para a invisibilidade.
Entorno
O terreno está em uma região de importantes referências urbanas e culturais, como o Palácio da Saúde, o Mercado Municipal, museus e praças que compõem o patrimônio e a memória da cidade. A presença desses equipamentos públicos reforça o caráter coletivo e simbólico da área, ideal para um projeto que propõe inclusão e acesso democrático aos espaços urbanos. O novo complexo tem o potencial de complementar e revitalizar o entorno, e criar uma rede contínua de convivência, cultura e serviços acessíveis a todos.
Legislação urbana
O terreno, na Rua Benjamin Constant, esquina com a Rua José Calil Ahouagi, tem cerca de 10.500 m² e testadas de 127 m e 112 m, em região central consolidada. Segundo a legislação, está na Zona Comercial 5 (Via Especial), na Unidade Territorial 1, que permite usos de média e alta densidade, com incentivo à ocupação mista e ao adensamento em áreas com infraestrutura completa. O zoneamento, somado à localização e à infraestrutura existente, torna o terreno altamente favorável a um projeto habitacional de interesse social com uso misto, em consonância com o Plano Diretor.
São permitidas ocupações multifamiliares, comerciais, de serviços e institucionais até a categoria M3A. O coeficiente de aproveitamento máximo (M3) é 2,8, o que resulta em área construída máxima de 29.400 m². A taxa de ocupação é de 100% até 9,20 m de altura e de 65% nos pavimentos superiores. O gabarito máximo é de 48 m, os afastamentos exigem 2 m frontais, 0 m do primeiro ao terceiro pavimento e 1,5 m nos demais, e o terreno deve manter 10% de área permeável.
Densidade
Apesar de estar em área central com infraestrutura completa, transporte público e equipamentos sociais, a região tem carência significativa de moradias. É uma tendência comum nas cidades: o centro, antes densamente habitado, passou por esvaziamento causado pela valorização imobiliária, pela priorização de usos comerciais e pela falta de políticas habitacionais voltadas à permanência da população de baixa renda. Formam-se vazios urbanos e aumenta a desigualdade, já que espaços com ampla oferta de recursos ficam subutilizados.
Reintroduzir a moradia no centro revitaliza o tecido urbano, aumenta o fluxo de pessoas, fortalece o comércio local, estimula o uso da infraestrutura existente e promove a diversidade social, o que reduz a segregação espacial.
Local de coleta de recicláveis
Os pontos de coleta de recicláveis têm papel essencial na sustentabilidade das cidades, ao reduzir resíduos e reaproveitar materiais. Os catadores desempenham uma função social e ambiental significativa e encontram nessa atividade uma forma digna de sustento, e muitos deles são pessoas em situação de rua. A área escolhida fica próxima de vários desses pontos, o que torna o terreno ainda mais estratégico.
Localização da situação de rua
A maior concentração de pessoas em situação de rua está na área central, pela maior possibilidade de coleta de recicláveis e de mendicância. Diversos espaços urbanos acabam servindo de abrigo: praças, viadutos, pontos de ônibus e marquises. Há também presença significativa no entorno imediato do terreno, pela proximidade de um albergue e de pontos de reciclagem, e pela baixa circulação de pedestres causada pela linha férrea.
Valorização imobiliária
Equipamentos públicos podem produzir efeitos positivos na dinâmica imobiliária do entorno imediato. Estudos urbanos indicam que a proximidade de centros culturais e outros equipamentos públicos tende a elevar a atratividade da vizinhança e a vitalidade das ruas. Esse impacto decai com a distância e é mais significativo em um raio de 300 a 600 metros. Assim, o edifício pode funcionar como âncora urbana, articulando espaço público, moradia e serviços.
A substituição de galpões e oficinas por moradias e atividades comerciais pode qualificar a área, mas o processo precisa ser conduzido com atenção às dinâmicas sociais existentes, para que a requalificação não resulte em gentrificação.
Potencial
A análise urbana mostra que o terreno está em um ponto de convergência territorial, que articula fluxos, permanências e tensões sociais. Sua proximidade com o Rio Paraibuna, a linha férrea e o Viaduto Roza Cabinda revela um espaço historicamente marcado por abandono, subutilização e invisibilidade, mas que tem infraestrutura instalada e grande potencial de reconexão com o tecido urbano: um vazio estratégico, capaz de ser ressignificado como centralidade ativa e inclusiva.
Por estar no principal eixo de circulação e sobrevivência da população em situação de rua, onde se concentram serviços, oportunidades de renda informal e redes de sociabilidade, o terreno garante maior adesão ao programa e evita o deslocamento forçado, comum em políticas assistencialistas. Suas dimensões permitem um conjunto multifuncional que integra moradia, atendimento social, educação, formação profissional e convivência. A localização central transforma o projeto em agente de reparação territorial, capaz de reverter lógicas de exclusão, revitalizar uma área degradada e devolver ao centro seu papel de espaço coletivo e democrático.
Projeto: Complexo Reintegrador Revivere
Diretrizes projetuais
O projeto parte de uma malha modular em sistema metálico, que garante flexibilidade construtiva e adaptação programática ao longo do tempo. A separação em blocos independentes otimiza a ventilação cruzada, amplia a insolação natural e favorece visuais desobstruídas, tanto para os usuários quanto para o entorno.
Os espaços foram desenhados para a multiplicidade de usos, integrando funções habitacionais, sociais, culturais e de apoio em ambientes dinâmicos e acessíveis. O alinhamento das edificações às ruas existentes reforça a continuidade urbana, e a esquina é tratada como ponto de encontro e permanência, que convida o público a participar do cotidiano do conjunto.
A escolha dos materiais privilegia texturas e cores que acolham e não excluam, e evitam tanto o aspecto institucional quanto o caráter hostil. Revestimentos, estruturas aparentes e transparências geram um edifício poroso, comunicativo e sensorialmente agradável, capaz de atrair tanto os beneficiários quanto a população em geral.
Conceito
A arquitetura deve ser agente de reconexão social, não apenas abrigo físico. O projeto adota a moradia como ponto inicial de pertencimento, mas parte da ideia de que a vida urbana acontece no encontro entre as pessoas. O conceito é criar um espaço que não se limite a acolher moradores em situação de rua, mas que atue como parte ativa do tecido urbano: uma plataforma de trocas, convivências e acessos, onde a vida cotidiana se mistura entre moradores, trabalhadores, vizinhos e transeuntes. Guiado pelos princípios do desenho universal e da sustentabilidade, o conjunto prioriza a acessibilidade total, o uso consciente de recursos e estratégias bioclimáticas.
A arquitetura deve ser agente de reconexão social, não apenas abrigo físico.
Partido
O partido define um conjunto aberto, atravessável e conectado visual e fisicamente à cidade. Os espaços habitacionais se distribuem de forma integrada a usos coletivos, e evitam a lógica de edifício fechado e institucional. Praças elevadas, áreas semipúblicas, passagens internas e térreos ativos garantem permanência, circulação e convivência em diferentes escalas.
O partido define um conjunto aberto, atravessável e conectado visual e fisicamente à cidade.
As funções de apoio social, saúde, cultura, ensino e trabalho ocupam os primeiros níveis, para aproximar moradores e cidadãos externos e manter o edifício vivo durante todo o dia. A volumetria se desenvolve por adições e subtrações que criam patamares de encontro, terraços comunitários e vistas para a cidade: a cidade não exclui, mas acolhe e se transforma a partir do convívio.
Diretrizes de implantação
A implantação inicial organiza as funções do programa em torno das praças: administração, lojas e coworking, cultura, ONGs e empresas, atendimento ao usuário, profissional, saúde hospitalar, saúde mental e habitações. O diagrama mostra as relações entre elas. A análise do terreno que fundamenta essa escolha está no capítulo anterior, em Potencial.
Evolução volumétrica
O volume inicial se alinha ao entorno e reforça a malha urbana existente. As subtrações geram aberturas para ventilação, luz natural e espaços de uso coletivo. As dobras criam percursos e acessos fluidos entre rua e edifício. A adição de dois pavimentos amplia a área útil sem perder a integração com o contexto. Novas subtrações formam vazios qualificados, como pátios e áreas externas, e a adição de volumes complementa o programa e organiza as funções em blocos distintos. O pavimento térreo recortado cria continuidade com o espaço público, e a repetição dos pavimentos superiores otimiza a construção e permite flexibilidade de uso.
Projeto urbano
O projeto urbano propõe superar a barreira física da linha férrea com uma passarela que conecta os dois lados da cidade, com acessibilidade tanto para pedestres quanto para usuários do programa que usam carrinhos de reciclagem. O plano inclui novas passagens que reorganizam o fluxo de pedestres e veículos e faixas de pedestres elevadas, que reduzem a velocidade dos carros, impactada pelo Viaduto Roza Cabinda. O alargamento das calçadas, a arborização das vias e a introdução de bancas e jardins fortalecem a caminhabilidade e incentivam a permanência.
Os fluxos de pedestres foram o principal orientador do projeto urbano, considerando a necessidade de transpor as barreiras da linha férrea e do viaduto. A área já tem grande movimento, pela presença de edifícios públicos e de seus funcionários, e o projeto, ao aumentar as moradias na região, potencializa o fluxo de pedestres, em especial dos que usarão o espaço como ligação com o centro.
Normas pragmáticas
O projeto segue integralmente a legislação urbana de Juiz de Fora: parâmetros de uso e ocupação do solo, coeficientes construtivos, recuos e gabarito. As dimensões dos espaços, circulações e acessos seguem a NBR 9050, com acessibilidade universal em todos os setores. As exigências de segurança contra incêndio atendem às normas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com rotas de fuga, compartimentação, sinalização e dimensionamento de saídas e hidrantes. Os ambientes de saúde, acolhimento e assistência social seguem a Instrução Técnica 08 e a RDC 50, e as áreas de preparo e consumo de alimentos seguem as mesmas diretrizes sanitárias. Os sistemas construtivos atendem à NBR 15575, para qualidade térmica, acústica, durabilidade e conforto das unidades.
Programa
O programa tem seis polos principais:
- Habitar e acolher. Unidades habitacionais que servem de ponto de partida para a reconstrução da vida, com moradia digna, estabilidade e direito ao pertencimento urbano.
- Reintegração social e saúde. Assistência social, saúde e suporte psicológico, com acompanhamento técnico e humano, para que a saída da rua seja também emocional, social e cidadã.
- Comércio e serviços. Áreas comerciais e de serviços que incentivam a circulação de pessoas e a geração de renda, e oferecem trabalho aos moradores.
- Espaços culturais. Salas multiuso, ateliês e áreas expositivas, para a cultura como instrumento de identidade, memória coletiva e protagonismo.
- Espaço público. Praças e áreas abertas que estimulam convivência, permanência e lazer, e conectam o conjunto à cidade.
- Espaços profissionais. Salas de capacitação, oficinas e laboratórios, com cursos voltados à inserção no mercado de trabalho.
Programa por edifício
A, Âncora. Mais ao fundo do terreno, com acesso pelo pátio interno. É o único edifício com dormitórios em vez de apartamentos, e tem pavimentos de uso comum. Funciona como o ponto inicial do programa e tem a parte profissional no térreo.
B, Horizonte. Dois blocos ligados por passarelas, com apartamentos para 1, 2 ou 3 ocupantes. Destina-se a pessoas já reabilitadas e fica perto do centro comercial, logo acima do polo de saúde e saúde mental.
C, Alvorada. Um dos edifícios principais e o primeiro contato com o complexo a partir da praça. Tem apartamentos para seis pessoas, é o segundo ponto do programa, fica perto de todos os serviços e logo acima da área administrativa, com horta e quadra na cobertura.
D, Ninho. Para famílias, com 1 a 5 filhos (capacidade estendida com beliches). Fica em frente à praça principal e ao acesso central, sobre os pontos de cultura e a creche.
E, Laço. Para casais, com apartamentos compactos para duas pessoas. Fica na Rua José Calil Ahouagi, sobre os serviços aos usuários: restaurante popular, barbearia, bazar e veterinário.
Quadro de áreas, ambiente por ambiente
Setorização
O térreo reúne oito grupos de uso: administrativo, ONGs e empresas, lojas e restaurantes, saúde e saúde mental, profissionalização, manutenção e serviços, serviços para usuários e espaços culturais. O primeiro pavimento combina profissionalização, espaços culturais, salas e coworkings e habitação, e o pavimento tipo é habitacional, nos edifícios A a E.
Plantas
Espaços
Fluxo e acessos
Os acessos são separados por perfil: visitantes, funcionários e moradores têm percursos próprios em cada pavimento. Há circulações verticais exclusivas dos moradores e circulações públicas controladas.
Número de usuários e unidades
O complexo tem 270 unidades e atende 854 usuários, o que corresponde a 65% da população em situação de rua de Juiz de Fora (de um total de 1.300) e a 118% do objetivo de atender 55% da população em situação de rua da área central.
Tabela de serviços
Um edifício público que se mantém vivo ao longo de todo o dia, por meio de atividades diversas, torna-se também mais seguro e atrativo, por estar sempre ocupado e visível. Essa vitalidade valoriza o entorno, impulsiona outros usos e estimula a vida nas ruas. O funcionamento contínuo exige uma equipe distribuída em turnos de 8 e 12 horas, com cerca de 57 colaboradores para o pleno funcionamento do complexo. Em serviços sociais integrados semelhantes, adotam-se turnos de 12 horas para vigilância e apoio direto, e de 8 horas para as equipes técnicas, administrativas e de atendimento especializado.
Tabela de usuários
A interação entre os usuários do complexo e o público externo fortalece vínculos sociais que antes estavam rompidos e cria um ambiente de convivência que beneficia todos. Para os moradores em processo de reinserção, o contato cotidiano com pessoas da cidade amplia a sensação de pertencimento e reduz estigmas, e permite que retomem relações sociais de maneira natural, por meio de atividades culturais, esportivas e educativas. Para a população em geral, os novos espaços públicos, como praças, feiras, biblioteca e restaurante, ampliam as possibilidades de uso do centro e reativam uma área antes esquecida, com movimento, segurança e diversidade. Essa convivência constante transforma o complexo em um ponto de encontro acessível, que integra, aproxima e fortalece a vida urbana.
Multiplicidade de usos no edifício
A multiplicidade de usos é uma estratégia fundamental para um edifício público dinâmico e acolhedor. Ao reunir assistência social, convivência, habitação e atividades culturais no mesmo espaço, o edifício atende a necessidades variadas, é usado de forma contínua, evita períodos de ociosidade e fortalece seu papel como polo ativo na malha urbana.
A mistura de pessoas de diferentes idades, origens e rendas faz do edifício um espaço inclusivo e plural. Esse convívio contribui para a sensação de pertencimento, promove o intercâmbio de experiências, derruba barreiras e diminui preconceitos, sobretudo em um equipamento voltado ao acolhimento e à reintegração.
Sustentabilidade
O projeto incorpora a sustentabilidade em várias frentes: gestão hídrica, com coleta de água pluvial em telhados e jardins de chuva e reuso de águas cinzas (bacias sanitárias e ar-condicionado) na limpeza de praças e na irrigação; estrutura metálica e aproveitamento do terreno plano, que reduzem resíduos e movimentação de terra; conforto térmico com telhados verdes e jardins; concepção bioclimática, com ventilação e iluminação naturais; edifícios separados e de alturas variadas, para melhor insolação, ventilação e visibilidade; e eficiência energética, com boilers aquecidos por placas solares. A acessibilidade universal é princípio fundamental, por meio de rotas acessíveis.
Estrutura e materiais
A estrutura metálica foi uma decisão estratégica, que equilibra sustentabilidade, eficiência construtiva e flexibilidade futura. Além de reduzir os resíduos de obra, ela dá a agilidade e a qualidade necessárias a um grande complexo público, favorece a padronização e garante a adaptabilidade a longo prazo. A paleta de tijolo aparente, metais aparentes e cores neutras foi escolhida para promover o conforto visual e psicológico dos usuários e do público externo, com uma estética sólida, acolhedora e atemporal. O módulo estrutural é de 6 × 6 m e 3 × 6 m.
Módulos de apartamentos
O menor módulo mede 6,30 por 4,35 m. É o único não adaptável, usado em apartamentos mais compactos, como o de uma pessoa. O módulo médio é adaptável, recebe diversas tipologias, inclusive dormitório e apartamento, acomoda até quatro pessoas e mede 6,30 por 6,30 m. O módulo mais comum é o médio dobrado, que recebe apartamentos e dormitórios, pode incluir varanda em balanço ou recuada e mede 6,30 por 12,45 m.
Tipologias de unidades
Os apartamentos são baseados em um sistema de modularidade, com quatro tipologias de tamanhos distintos, que permitem múltiplos layouts e atendem de maneira personalizada às diferentes composições familiares: de 30 m², para uma pessoa, a 115 m², para seis pessoas.
Adaptabilidade
Além da flexibilidade espacial, o projeto prevê a adaptabilidade funcional de uso imediato: em situações de emergência ou alta demanda, o mobiliário e a organização interna podem ser ajustados, como na transformação de camas simples em beliches. A adaptabilidade é garantida principalmente pela flexibilidade da estrutura metálica, que dá liberdade de layout nos pavimentos de apartamentos e permite que as unidades sejam alteradas, unidas ou reconfiguradas, ou transformadas para outros usos ao longo do tempo.
Iluminação, mobiliário e paisagismo
Os pontos de maior importância para a requalificação urbana estão ligados ao entorno, marcado por deterioração, baixa vitalidade e barreiras físicas criadas pelo viaduto e pela linha férrea. A iluminação, o mobiliário e o paisagismo são ferramentas para superar essas limitações.
A iluminação cria espaços mais seguros e ativos durante todo o dia, e evita pontos escuros, como os que surgem sob o viaduto. O mobiliário urbano forma áreas de permanência que estimulam encontros e geram memórias, e fazem do espaço mais que um local de passagem. O paisagismo introduz vida, sombra e conforto ambiental, e inclui a substituição do muro por grades ao longo da linha férrea, para aumentar a visibilidade e a segurança, e a paginação de pisos, que organiza caminhos e define áreas dentro de um mesmo espaço.
Custo de construção
A análise de custo, ainda superficial, parte de um terreno de 10.500 m², com cinco blocos residenciais e um bloco administrativo e de serviços, e cerca de 20.000 m² construídos (entre 18.000 e 23.000 m², sem saturar o coeficiente máximo). Com base em SINAPI, CUB/m² e obras de padrão equivalente em Minas Gerais (2025), o custo médio ponderado fica entre R$ 3.000 e R$ 3.600/m², e o cálculo conservador usa R$ 3.200/m².
- Obra: 20.000 m² × R$ 3.200/m² = R$ 64.000.000
- Urbanização interna, praça, calçadas e pátios: R$ 2 a 4 milhões
- Cobertura verde, jardins de chuva e drenagem especial: R$ 1,2 a 2 milhões
- Placas solares, boilers, chiller e eficiência energética: R$ 1,5 a 3 milhões
- Equipamentos, mobiliário básico e áreas comuns: R$ 2 a 3,5 milhões
O custo final estimado fica entre R$ 70 e 76 milhões, ou R$ 82 a 89 mil por morador atendido e R$ 260 a 282 mil por unidade. Na Finlândia, o custo típico por unidade social equivale a R$ 150 a 210 mil. O investimento viria de programas federais como o Moradia Primeiro, lançado em 2023 com aporte inicial de R$ 982 milhões para municípios interessados em adotar o modelo.
Custo de manutenção
Os sistemas sustentáveis reduzem os gastos operacionais: a coleta de água pluvial e condensados economiza 10% a 15% da conta de água, boilers e painéis solares reduzem a conta de energia em 20% a 30%, e a iluminação LED inteligente economiza 25% a 40% da energia das áreas comuns. Considerando limpeza, segurança, jardinagem, manutenção predial, revisões dos sistemas e operação geral, o custo anual estimado é de R$ 2 a 2,5 milhões, ou cerca de R$ 2.300 a 2.900 por usuário e R$ 100 a 130 por m² ao ano.
Retorno social do investimento
O retorno social pode ser entendido pela relação entre o custo de implantação e a economia gerada na saúde pública, na segurança e na assistência social. Estudos sobre o Housing First indicam que a moradia estável reduz cerca de 40% das internações hospitalares, 60% dos atendimentos de emergência e até 80% das ações policiais ligadas à permanência nas vias públicas, e que pode superar um a dois reais economizados para cada real investido. O atendimento disperso de uma pessoa em situação de rua pode custar de seis a dez mil reais por ano, e com o complexo esse custo cai pela metade, pela centralização dos serviços e pela melhora das condições de saúde.
A moradia estável reduz cerca de 40% das internações hospitalares, 60% dos atendimentos de emergência e até 80% das ações policiais ligadas à permanência nas vias públicas.
Para a cidade, isso significa menos pressão sobre hospitais e pronto-atendimentos, menos conflitos no espaço público e a requalificação de áreas antes usadas como moradia improvisada. Para o usuário, significa romper o ciclo de vulnerabilidade: mais de 80% dos beneficiários do modelo conseguem manter a moradia a longo prazo. O investimento retorna à sociedade na forma de redução de custos públicos, aumento da qualidade de vida e reestruturação das oportunidades sociais e urbanas.
Gestão e financiamento
A Secretaria de Assistência Social administra o complexo e encaminha os moradores às unidades. A Prefeitura doa ou desapropria terrenos e edificações ociosos e faz a revitalização e a construção das unidades habitacionais; o governo federal ajuda a financiar o projeto; as ONGs doam recursos em apoio à causa; as empresas privadas apoiam a causa, com isenção e redução de impostos, e oferecem emprego e serviços voluntários; e a UFJF oferece serviços por meio de trabalho voluntário, estágio obrigatório e horas complementares, sem remuneração. A renda do conjunto vem do aluguel de lojas e salas (comércio e coworking), e os moradores empregados pagam o aluguel das unidades habitacionais.
A bibliografia completa, o artigo científico, a apresentação, a prancha, o caderno, os arquivos do projeto (AutoCAD e SketchUp) e as fotografias da maquete estão disponíveis no Google Drive.
Yung Vivo
- Ano
- 2026
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Concurso, infraestrutura urbana resiliente
- Autoria
- Individual
- Status
- Concurso acadêmico
- Reconhecimento
- 3º lugar no concurso Sob os Tempos do Equinócio, 2026
Renaturalizar o ribeirão para devolver a água à cidade.
- Programa
- Plano piloto de gestão integrada das águas urbanas, em cinco setores, da foz à encosta.
Desenvolvida em 2026, em Juiz de Fora, a proposta é um plano piloto de gestão integrada das águas urbanas, estruturado a partir da renaturalização do Ribeirão do Yungue, entre os bairros Linhares e Vitorino Braga.
O projeto parte da ideia de que a mitigação das inundações depende da combinação de estratégias ao longo de toda a bacia. As intervenções são organizadas em setores, com soluções para cada trecho, promovendo a recuperação ambiental, a qualificação dos espaços públicos e um modelo replicável em outras áreas da cidade.
A intervenção se organiza em cinco setores, da foz à encosta: foz e amortecimento, fundo de vale e convivência, parte média e retenção, parte alta e captação, e encosta não urbanizada. Entre os elementos estão parque linear, wetlands, ruas-esponja, escadarias hidrológicas e parque de encosta.
Teranga, Centro Comunitário
- Ano
- 2026
- Local
- Senegal
- Tipo
- Concurso internacional
- Autoria
- Com Mariane Monteiro
- Status
- Concurso
Um centro comunitário que usa o círculo como princípio de organização e símbolo de igualdade.
- Programa
- Centro comunitário no Senegal, com espaços de encontro, aprendizagem e valorização da cultura local.
Desenvolvido em 2026 por Igor Drumond e Mariane Monteiro para o concurso internacional Kaira Looro Architecture Competition, o projeto Teranga propõe um Centro Comunitário no Senegal. A proposta fortalece a identidade local por meio de espaços de encontro, aprendizagem e valorização da cultura senegalesa.
A concepção reinterpreta a arquitetura circular ancestral, adotando a circularidade como princípio de organização e símbolo de igualdade, pertencimento e coletividade.
A implantação aberta aproxima o edifício da comunidade, e o pátio central resgata a tradição dos encontros sob as árvores, acolhendo atividades culturais, trocas de conhecimento e a preservação da memória local.
Estratégias bioclimáticas, materiais e técnicas construtivas locais e uma cobertura que conecta os volumes reforçam a relação entre forma, clima e sociabilidade.
Reforma HPS
- Ano
- 2023
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Reforma de equipamento público
- Autoria
- Com Raphael Rodrigues, SEPUR/PJF
- Status
- Executado em parte
Uma nova fachada, mais vibrante e acolhedora, para o principal pronto-socorro da cidade.
- Programa
- Revitalização das fachadas do Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora.
Desenvolvido em 2023 por Igor Drumond, em colaboração com o arquiteto e então secretário de Planejamento Urbano Raphael Rodrigues, o projeto propõe a revitalização das fachadas do Hospital de Pronto Socorro, principal centro de atendimento médico emergencial do município.
A proposta renova a imagem do edifício e oferece uma nova perspectiva aos equipamentos públicos de saúde, com uma linguagem mais vibrante, acolhedora e leve. A intervenção valoriza o hospital como referência urbana e torna a experiência de pacientes, acompanhantes e profissionais mais humana.
O memorial descritivo trata das fachadas frontal e posterior do Hospital de Pronto Socorro Dr.
Mozart Teixeira. Na fachada principal, a pintura com textura niveladora e painéis de ACM branco, com o letreiro em letra caixa vermelha. Na fachada posterior, um brise retrátil de lâminas de alumínio em formato de asa de avião, em 13 módulos de 6 por 2,5 metros, e uma marquise em policarbonato alveolar fumê sobre estrutura de alumínio.
Como complemento, as diretrizes reúnem reformas pontuais feitas junto às fachadas: demolição de uma escada, reparo dos canteiros, troca das telas mosquiteiras e das esquadrias e vidros danificados, pintura de rampas, gradis e guarda-corpos, retirada do toldo e do antigo letreiro e a criação de um shaft para a fiação.
Habitação Lumiar
- Ano
- 2024
- Local
- Poço Rico, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Habitação de interesse social
- Status
- Acadêmico
Habitação de interesse social de fácil execução e baixo custo, para mais famílias com mais qualidade de vida.
- Programa
- Conjunto habitacional de interesse social em terreno de 7.200 m².
Desenvolvido em 2024 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo VII, na UniAcademia, por Igor Drumond e Alice Grossi, o projeto propõe habitações de interesse social com melhor qualidade de vida e em maior quantidade, de fácil execução e baixo custo. O terreno, de 7.200 m², fica na esquina das ruas Coronel Delfino Nonato de Faria e da Bahia, no bairro Poço Rico, em Juiz de Fora, perto do Rio Paraibuna, da linha férrea e do Mercado Municipal.
O conceito é criar moradias que incentivem esportes e atividades ao ar livre, a convivência em comunidade, a arte, o comércio local e a sustentabilidade.
O partido parte de praças públicas e de uso exclusivo dos moradores, com feira, academia ao ar livre, parquinho, quadra, chafariz e áreas de permanência, além de ventilação cruzada, coleta de água, uso de cores e fachadas ativas.
São 150 apartamentos de 2 e 3 quartos, com cerca de 50 m², além de lojas, serviços e salão de festas. O projeto adota o desenho universal e propõe, no bairro, calçadas mais largas, faixas de pedestre elevadas, ciclovias e ciclofaixas, e um mural que marca o conjunto.
Casa AN
- Ano
- 2026
- Local
- Praia Seca, Araruama, RJ
- Área
- 307 m²
- Tipo
- Residência unifamiliar
- Autoria
- EKOA Arquitetura
- Status
- Em execução
Uma casa pensada para receber, com a área social já na chegada.
- Programa
- Residência unifamiliar de 307 m², com três suítes, área social integrada, cozinha gourmet, piscina e paisagismo.
Desenvolvida em 2026, em Praia Seca, Araruama (RJ), pela EKOA Arquitetura, a residência foi concebida para uma família que recebe com frequência amigos e familiares. A principal diretriz foi criar uma ampla área social, integrando cozinha, lazer, piscina e paisagismo, de modo a valorizar a convivência desde a chegada.
O programa, em 307 m² construídos, reúne três suítes (a do casal, a da filha e a de hóspedes), quatro banheiros mais lavabo, quatro vagas de garagem, sendo duas cobertas, uma piscina de 18,8 m² e um mezanino voltado para a sala. A linguagem é contemporânea e leve, e prioriza a integração entre espaços internos e externos, com ambientes amplos, funcionais e acolhedores.
A materialidade combina pedra madeira, ripados de madeira na fachada e na garagem, pilares de concreto aparente e madeira de tom carvalho nas paredes e forros internos, com piso vinílico no segundo pavimento e mármore nos banheiros. A cozinha gourmet reúne churrasqueira e fogão a lenha e se abre para o deck e a piscina, revestida em pastilhas verdes.
Residência Jardim Pinheiro
- Ano
- 2022
- Local
- Estrela Sul, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, residência unifamiliar
- Status
- Acadêmico
Uma casa que se conecta com a natureza e com o restante do terreno em aclive.
- Programa
- Residência unifamiliar para uma mulher solteira que gosta de receber, em terreno de cerca de 3.000 m².
Desenvolvido em 2022 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo III, na UniAcademia, o projeto é a residência de uma mulher solteira que gosta de receber os amigos, mas que futuramente poderá ter uma família ou vender a casa. O terreno, de cerca de 3.000 m² em aclive e com vista privilegiada, fica no bairro Estrela Sul, em Juiz de Fora, numa rua condomínio.
O conceito é fazer a residência se conectar com a natureza e com o restante do terreno, valorizando o paisagismo e as vistas.
O partido usa jardins, jardineiras e paisagismo, além de janelas-varanda, portas e paredes de vidro.
A casa se organiza em duas áreas de volumes cruzados, com garagem sob o bloco superior, grande área de lazer com piscina e pé-direito duplo na sala, na cozinha e no mezanino. O projeto traz implantação, plantas, cortes, setorização e detalhamento, e os materiais são concreto, pedra, madeira e vegetação.
Edifício Reserva
- Ano
- 2022
- Local
- Bom Pastor, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, edifício residencial multifamiliar
- Status
- Acadêmico
Um edifício residencial com um pavimento de uso comum generoso, em lote de esquina em aclive.
- Programa
- Garagem, hall com portaria, pavimento comum com sala de estar, área gourmet, salão de festa, coworking, mercado, academia e espaço kids, e apartamentos.
Desenvolvido em 2022 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo IV, na UniAcademia, o Edifício Reserva é um edifício residencial multifamiliar no bairro Bom Pastor, em Juiz de Fora, num lote de 486 m² em aclive, na esquina das ruas Antônio Augusto Teixeira e Teodomiro Campos.
O programa reúne garagem, hall com portaria, pavimento de uso comum com sala de estar, área gourmet, salão de festa, coworking, mercado, academia e espaço kids, além de apartamentos de 2 e 3 quartos com sala e cozinha integradas e varanda ampla, e coberturas duplex.
O conceito é a gentileza urbana: o edifício cede uma pequena área para jardineiras externas ao seu redor, com plantas nativas da mata atlântica, e melhora a qualidade de vida dos apartamentos, do edifício e do bairro. A base em lamelas, a pedra e as varandas verdes dão a linguagem do conjunto. O projeto foi desenvolvido a partir da legislação urbana, com cálculo de rampas, ventilação e abastecimento.
Escola Estadual Malfatti
- Ano
- 2023
- Local
- Estrela Sul, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, escola pública
- Status
- Acadêmico
Uma escola de período integral implantada em um terreno em aclive.
- Programa
- Escola do 1º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio, com aulas de dança, música, teatro, informática, artes e laboratório.
Desenvolvido em 2023 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo V, na UniAcademia, por Igor Drumond e Mariane Monteiro, o projeto propõe a Escola Estadual Malfatti, em Juiz de Fora, num terreno em aclive entre os bairros Estrela Sul, Mundo Novo e Santa Cecília.
A escola abrange do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, em período integral, com aulas de dança, música, teatro, informática, artes e laboratório, além de refeitório, biblioteca, ginásio e auditório.
Para integrar a escola à comunidade, o acesso ao ginásio, à biblioteca e ao auditório pode ser liberado em horários específicos.
A metodologia construtivista orienta o partido: o professor é o orientador, e o aluno aprende com autonomia, em salas dinâmicas, pátios, rampas e áreas de convivência coloridas. O projeto parte das condicionantes de sol, ventos e vista, e tem cobertura metálica, impermeabilizada e telhado verde, com materiais como concreto polido, placa cimentícia, tijolinho e granilite.
Edifício Vernus Corporate
- Ano
- 2023
- Local
- Av. Brasil, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, edifício corporativo
- Status
- Acadêmico
Um empreendimento corporativo que parte da arquitetura vernacular e do respeito à comunidade.
- Programa
- Edifício corporativo em terreno de esquina de 10.409 m², às margens do Rio Paraibuna.
Desenvolvido em 2023 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo VI, na UniAcademia, o Vernus Corporate é um grande empreendimento corporativo num terreno de esquina de 10.409 m², às margens do Rio Paraibuna, na Avenida Brasil, em Juiz de Fora, próximo ao marco da linha férrea.
O conceito parte da arquitetura vernacular: respeitar a comunidade e o espaço já existente, usar materiais e modos da região e, ao mesmo tempo, preservar a representatividade de um empreendimento corporativo.
A eficiência no uso dos espaços, a permeabilidade visual e de circulação e o paisagismo, interno e externo, completam as diretrizes.
O partido divide a torre em duas partes, uma corporativa, de vidro espelhado, e outra industrial, com tijolinho, metais, tons de cobre, telhas galvanizadas e piso intertravado, além de arte pública com grafites já conhecidos da região. O conjunto reúne cerca de 31.000 m² de área construída, com lojas, coworking, restaurante, cafeteria, praças, mirante e áreas corporativas.
Le Café Mirante
- Ano
- 2023
- Tipo
- Projeto acadêmico, arquitetura e interiores
- Status
- Acadêmico
Um café mirante pensado de ponta a ponta, da arquitetura aos interiores.
- Programa
- Café com projeto de arquitetura e interiores.
Projeto acadêmico de arquitetura e interiores de um café, desenvolvido em 2023 na UniAcademia, no Projeto de Arquitetura e Urbanismo VI. O salão se abre para a paisagem por uma faixa contínua de janelas, e a paleta combina verde escuro, madeira clara e porcelanato cinza. As mesas de madeira acompanham banquetas e bancos estofados em verde, jardineiras trazem plantas para o ambiente, e pilares revestidos em madeira marcam o espaço. Na parede de painel texturizado, o letreiro em verde identifica o café, e pendêntes de anéis luminosos desenham a iluminação.
MUCOV, Museu do Comércio Varejista
- Ano
- 2024
- Local
- Alto dos Passos, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, museu
- Status
- Acadêmico
Um museu que integra a história do comércio varejista à vida urbana.
- Programa
- Museu com uso cotidiano e exposição sobre o comércio varejista de Juiz de Fora.
Desenvolvido em 2024 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo VIII, na UniAcademia, o MUCOV é um museu dedicado à história do comércio varejista de Juiz de Fora. O terreno fica no bairro Alto dos Passos, entre a Avenida Barão do Rio Branco e a Rua Severino Meireles, perto do Hospital de Pronto Socorro e da Santa Casa.
A proposta integra a atividade museológica à vida urbana, com uso cotidiano dentro do museu e uma relação dinâmica com o tema da exposição.
O percurso é sequencial e cronológico, num grande salão com paredes móveis, e o museu também é referência em manutenção e restauro de obras de outros museus locais, com salas voltadas a isso.
O partido usa tijolo aparente, estrutura em aço, esquadrias metálicas e vidro, com marquise e pavimentação em pedra portuguesa que evocam o patrimônio. A feira popular e os espaços públicos ocupam o pátio: de manhã, feira de verduras, à tarde, artesanato e, à noite, festivais. Captação de águas pluviais, ventilação natural e acessibilidade universal completam o projeto.
#Açaí Viçosa
- Ano
- 2022
- Local
- Viçosa, MG
- Tipo
- Reforma comercial, interiores e fachada
- Autoria
- Lara Drumond Arquitetura
- Status
- Executado
A identidade do açaí aplicada da fachada ao interior de uma loja self-service.
- Programa
- Reforma de loja de açaí self-service: fachada com ripado e toldo, varanda com mesas e interior com marcenaria.
Projeto de reforma de uma loja de açaí self-service em Viçosa, desenvolvido em 2022 na Lara Drumond Arquitetura, da fachada ao interior, passando pelo estudo preliminar, pelo projeto executivo e pelo detalhamento de marcenaria, artes e letreiros.
A fachada recebe ripado de madeira, a logomarca em destaque e um toldo listrado em rosa, que protege uma pequena varanda com mesas.
Dentro, a identidade da marca aparece nas paredes em roxo e rosa, com uma grande arte de palmeira e frases sobre o açaí.
O balcão de atendimento, em ripado de madeira com paginação em diagonal, divide o salão com as máquinas de self-service, estantes de complementos e mesas altas. A nova planta de layout organiza o fluxo da loja e um caixa foi desenhado sob medida.
Calçadas do Parque da Lajinha
- Ano
- 2024
- Local
- Av. Deusdedith Salgado e Av. Prefeito Melo Reis, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto urbanístico, calçadas e acessibilidade
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Um passeio contínuo e acessível onde antes não havia calçada.
- Programa
- Passeio com dispositivos de acessibilidade e drenagem pluvial nas avenidas Deusdedith Salgado e Prefeito Melo Reis.
Projeto de urbanização e acessibilidade das avenidas Deusdedith Salgado e Prefeito Melo Reis, na divisa dos bairros Teixeiras e Aeroporto, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. O trecho não tinha passeios nem estrutura de locomoção para pedestres.
A proposta implanta um passeio contínuo, com dispositivos de acessibilidade e drenagem pluvial, para que qualquer pessoa circule com autonomia e segurança, ligando moradores, trabalhadores e visitantes ao Parque Natural Municipal da Lajinha, ao Estádio Municipal e ao aeroporto.
Objetivo e contexto
A área reúne condomínios residenciais, comércio, bares, restaurantes e hotéis, e tem grande interesse turístico por causa do Parque da Lajinha, unidade de conservação com um relevante fragmento de Mata Atlântica. Por isso o projeto não prevê movimentação de terra em área de preservação permanente nem corte de árvores em nascentes: qualquer supressão de vegetação depende de autorização.
O projeto foi revisado até a revisão 3, de abril de 2024, e reúne também a documentação e as declarações exigidas para o financiamento.
Planta geral e trechos
A primeira prancha mostra a planta geral do percurso. As seguintes detalham cada trecho em planta, com cotas, rampas, travessias, abrigos de ônibus e pontos de drenagem, sempre mantendo a faixa livre acessível.
Detalhes construtivos
Os detalhes definem a calçada sobre canaleta e o abrigo de ônibus, com concreto, piso podotátil direcional e de alerta, meio-fio e as soluções de drenagem.
Comércio Popular
- Ano
- 2024
- Local
- Centro de Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Ordenamento do comércio ambulante e módulo padrão
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Um módulo padrão de ambulante que dá identidade ao comércio de rua.
- Programa
- Mapeamento dos pontos de venda e carrinho padrão com estrutura metálica, fechamento em chapa e cobertura.
Projeto de ordenamento do comércio popular no centro de Juiz de Fora, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. O trabalho mapeou os pontos de venda em ruas, calçadões e praças e definiu onde cada ambulante pode se instalar sem prejudicar a circulação.
Para dar uma identidade única ao comércio nas ruas, foi desenhado um módulo padrão de ambulante: um carrinho com estrutura metálica, fechamento em chapa, cobertura, rodas e prateleiras, que se fecha ao fim do dia.
Módulo padrão
O módulo é uma estrutura metálica pintada, com fechamento em chapa e peças de madeira, projetada para ser fechada, movida e guardada. O projeto executivo reúne vistas, cortes, isométricas do módulo aberto e fechado e a especificação de materiais e equipamentos.
Implantação por trecho
A implantação foi desenhada trecho a trecho, com a planta baixa de cada rua, praça ou calçadão e a legenda numerada dos pontos de venda e dos tipos de produto. Aqui estão as 35 pranchas, de Av. Brasil à Travessa Dr. Prisco.
Pista de Skate
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Requalificação urbana e edificação de apoio
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
A chegada de pedestres e ciclistas organizada em torno de uma pista de skate existente.
- Programa
- Bicicletário, escadas, rampas, edificação de apoio, ponto de ônibus em cobogó e paisagismo.
Estudo para a requalificação do entorno de uma pista de skate existente em Juiz de Fora, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. A pista ocupa um talude junto ao viário e hoje tem pouca estrutura de apoio.
A proposta organiza a chegada de pedestres e ciclistas, com bicicletário, escadas e rampas, uma pequena edificação de apoio, ponto de ônibus coberto em cobogó e paisagismo, numa paleta de vermelho e rosa que dialoga com o grafite e os guarda-corpos da pista.
O local
O levantamento reuniu visitas ao local, fotos e imagens aéreas. A pista fica junto a um talude gramado e a uma via de tráfego intenso, e o espaço em frente é usado hoje como estacionamento improvisado.
A proposta
A edificação de apoio, com paredes em vermelho, abriga serviços para os usuários da pista. O bicicletário e o piso permeável organizam a chegada de bicicletas, e o ponto de ônibus em cobogó, com banco contínuo, serve também de abrigo e de lugar de espera.
Viário do Distrito Industrial
- Ano
- 2024
- Local
- Distrito Industrial, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Infraestrutura viária e acessibilidade
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Um percurso contínuo para pedestres em via do Distrito Industrial.
- Programa
- Passeio com rampas e postes de iluminação, detalhado trecho a trecho.
Projeto de passeio e acessibilidade em via de acesso do Distrito Industrial de Juiz de Fora, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. A proposta organiza um percurso contínuo para pedestres ao longo da via.
O trabalho parte de uma planta geral, dividida em trechos, com a legenda dos materiais, e detalha cada um em planta. Os detalhes mostram a calçada, a posição dos postes de iluminação e as rampas, em calçada reta e curva, com o piso tátil de alerta e direcional.
Rua de Brincar
- Ano
- 2024
- Local
- Parque das Torres, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Urbanismo tático, rua de lazer
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
A rua vira espaço de brincadeira e convivência.
- Programa
- Dois quadrantes: pinturas de piso e amarelinhas em um, quadra esportiva no outro.
Projeto da Rua de Brincar, na Rua José Gomes Filho, no bairro Parque das Torres, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. A intervenção usa a própria rua, que passa a ser ocupada por crianças e moradores, como espaço de brincadeira e convivência.
O trabalho é dividido em dois quadrantes: no primeiro, pinturas de piso, amarelinhas e formas coloridas desenham um caminho lúdico; no segundo, uma quadra pintada em verde e azul e marcações circulares em laranja, verde e rosa organizam jogos e pontos de encontro.
O programa nos bairros
A Rua de Brincar leva a brincadeira para a rua dos bairros, com pintura de piso, marcações de jogos e atividades pensadas para crianças e moradores. Cada local tem seu próprio projeto, desenhado sobre o levantamento da rua: a planta mostra os quadrantes, os trechos e as medidas de cada marcação.
Além do Parque das Torres, o trabalho na SEPUR incluiu outros bairros, apresentados a seguir.
Brincadeiras sensoriais e inclusivas
Junto com as pinturas de piso, foi montado um caderno de brincadeiras sensoriais e inclusivas, adaptadas para crianças com deficiência visual, mobilidade reduzida e para grupos de idades diferentes. Cada ficha explica a regra e lista os materiais simples necessários.
Rua Adaílton Garcia e Poço Rico
Na Rua Adaílton Garcia foram estudadas duas opções de implantação ao longo do trecho em frente à escola, com quadra, pinturas e brincadeiras distribuídas ao longo da rua. Em Poço Rico, na Rua da Bahia, a planta baixa organiza as pinturas na calçada e na pista.
Praça Grama
No bairro Grama o estudo parte da leitura da praça sobre a foto aérea, com a escola, as quadras e o entorno, para definir onde a brincadeira pode se estender até a rua.
Parque das Torres
A planta geral do Parque das Torres mostra a Rua José Gomes Filho dividida em dois quadrantes, com a quadra pintada, as brincadeiras coloridas e as marcações circulares.
Benfica, Granjas Betânia e Retiro
Em Benfica o projeto faz parte do material Nós no Bairro, que lê a praça e seu entorno. Nas Granjas Betânia, a Rua Jovelino A. Barbosa recebeu um layout geral e dois quadrantes de brincadeiras. No Retiro, a planta de localização situa a rua em relação à UBS do bairro.
Nova Era
No bairro Nova Era o projeto foi dividido em sete trechos ao longo da rua, desenhados em quatro pranchas, com pinturas geométricas, jogos de tabuleiro no piso, trilhas e círculos coloridos.
Bela Aurora
Na Bela Aurora, ao lado da escola municipal, a rua ganha quadra, círculos coloridos, trilhas e um grande X em rosa e verde, desenhados em quatro pranchas e em uma planta geral de pintura.
Masterplan PJF
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Estudo urbano
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Diretrizes para dar mais fluidez à grande quadra institucional do centro.
- Programa
- Estudo urbano com premissas, estratégias e diretrizes para a quadra da JFPREV, do Complexo Tancredo Neves, do Museu Ferroviário e do Solar Center.
O Masterplan foi concebido para dar mais fluidez à grande quadra institucional formada pelos terrenos da JFPREV, pelo Complexo Arquitetônico Tancredo Neves, pelo Museu Ferroviário e pelos terrenos da Av. Kascher, além do conjunto comercial do Shopping Solar Center. Foi desenvolvido na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora (SEPUR).
O estudo indica premissas, estratégias e diretrizes para orientar a gestão municipal em parcerias público-privadas e articular equipamentos existentes, como a Praça da Estação, o Museu Ferroviário e a estação intermunicipal, a uma grande revitalização da área.
A proposta prolonga e requalifica a Rua José Calil Ahouagi, com novo acesso à Prefeitura, calçadas acessíveis, ciclovia e arborização, e analisa dois cenários de uso e ocupação para o terreno da JFPREV.
Concepção
A proposta articula o terreno da JFPREV, o Complexo Arquitetônico Tancredo Neves, o Museu Ferroviário, os terrenos da Av. Kascher e o Shopping Solar Center em uma única quadra institucional mais fluida e permeável.
Contexto
Os novos empreendimentos lindeiros, as obras de infraestrutura e as novas instituições que serão instaladas ao redor do conjunto transformarão a dinâmica de uso e ocupação de toda a região. Entre eles estão a Torre Comercial, a Justiça Federal, o Ministério Público e o Fórum, além do Viaduto Hélio Fadel. Se bem articuladas, essas mudanças podem construir uma nova dimensão de urbanidade para todo o conjunto.
Os equipamentos existentes, como a Praça da Estação, o Museu Ferroviário e o centro comercial com a estação intermunicipal, poderão ser incorporados à lógica de articulação dessa grande revitalização.
Trecho de requalificação
O projeto de requalificação da Rua José Calil Ahouagi prevê melhorias para atender às necessidades atuais e futuras: revitalizar a infraestrutura existente e criar um novo trecho, com pavimento renovado, calçadas amplas e acessíveis e ciclovias, para uma experiência mais segura e agradável a pedestres, ciclistas e motoristas.
A Rua José Calil Ahouagi tem potencial para tornar-se um eixo complementar à Av. Brasil. A proposta liga o trecho que hoje termina no estacionamento da PJF, em frente aos terrenos do Ministério Público e da Justiça Federal, à avenida. Cria-se assim um novo acesso à PJF por uma via de mão dupla, com calçadas revitalizadas e novas, ciclovia, arborização e mobiliário urbano.
A ciclovia oferece um percurso seguro e separado do tráfego de veículos, incentivando o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável e atendendo pessoas de todas as idades e habilidades.
O sistema de arborização renova visualmente a via e melhora a qualidade ambiental: as árvores dão sombra e reduzem o calor, filtram poluentes e contribuem para a saúde e o bem-estar de moradores e visitantes.
Estudo preliminar
Análise de usos
Ao lado do prolongamento da via há um lote da Previdência Social (JFPREV), entre o estacionamento da Prefeitura e o edifício em construção do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Com base na legislação urbana de Juiz de Fora, foram analisados dois cenários.
Cenário 1. Uso da área total do JFPREV. O zoneamento permitido é ZUM 1, que admite usos residencial, comercial e de serviços (local, de bairro e principal) e institucional (local, de bairro e principal).
Cenário 2. Parcelamento do terreno em dois lotes e uma via de ligação. O lote A faz frente para a Av. Brasil, para o prolongamento da Calil Ahouagi e para a nova via, com zoneamento ZUM 1. O lote B faz frente para o prolongamento da Calil Ahouagi e para a nova via, com zoneamento ZC 5. Em ambos valem os mesmos grupos de uso.
Vistas
Respiro Urbano, Rua Victor Spagnolo
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Espaço público, projeto executivo
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Sobras de terreno viram um pequeno espaço público de permanência, acessível em todos os níveis.
- Programa
- Patamares em diferentes cotas ligados por rampas acessíveis e escadas-arquibancada, com piso tátil.
Projeto executivo de um dos Respiros Urbanos da Prefeitura de Juiz de Fora, na esquina da Rua Victor Spagnolo com a Rua Chácara, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano. O programa transforma sobras de terreno em pequenos espaços públicos de permanência.
O desenho se adapta ao declive com patamares em diferentes cotas, ligados por rampas acessíveis e escadas-arquibancada, com piso tátil direcional e de alerta ao longo da calçada.
Canteiros, mobiliário e uma área de permanência acessível ficam nos platôs mais altos.
O conjunto é detalhado em 24 pranchas, com situação, topografia, demolição, plantas gerais e por canteiro, paisagismo, drenagem, iluminação, acessibilidade, paginação e materiais, cortes, vista do muro e detalhes de mobiliário, de modo que o projeto possa ser executado com precisão.
Terminal Intermodal
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Terminal e mobilidade urbana
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Ônibus e trem num mesmo ponto, para melhorar a mobilidade e a caminhabilidade do centro.
- Programa
- Terminal intermodal junto ao rio e à avenida, na região da Praça da Estação.
Estudo para um terminal intermodal em Juiz de Fora, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. A proposta integra o transporte coletivo por ônibus e a linha férrea, num ponto de grande fluxo junto ao rio e à avenida, na região da Praça da Estação.
O terminal busca melhorar a mobilidade urbana e a caminhabilidade do centro e funcionar como complemento ao papel que a Av. Getúlio Vargas exerce hoje.
A proposta arquitetônica é uma grande cobertura metálica inclinada, apoiada em pilares esbeltos, que abriga as plataformas e a espera, com vegetação e bancos, e se abre para a rua.
O corte esquemático mostra a convivência entre trem, ônibus e pedestres sob a mesma cobertura.
Objetivos e contexto
A implantação do Terminal Intermodal visa a melhoria da mobilidade urbana e da caminhabilidade da região central de Juiz de Fora. Equipamentos existentes, como a Praça da Estação, o Museu Ferroviário e o centro comercial com a estação intermunicipal, podem ser incorporados à lógica de articulação dessa revitalização, dando destaque ao patrimônio da cidade. O estudo indica premissas, estratégias e diretrizes para balizar a gestão municipal em parcerias público-privadas.
O contexto da região reúne o Complexo da Prefeitura e da MRS, os terrenos da Av. Kascher, o Terminal Intermunicipal, o Museu Ferroviário, o complexo histórico da Praça da Estação, o edifício do DNIT, o armazém ferroviário, os complexos do Ministério Público, da Justiça Federal e do Fórum, a Torre Comercial, o Viaduto Hélio Fadel e o prolongamento da Rua José Calil Ahouagi.
Diagnóstico
A área se caracteriza pela predominância de comércio, serviços e usos institucionais, o que lhe dá potencial para receber um terminal urbano complementar à função da Av. Getúlio Vargas.
Hoje a Av. Francisco Bernardino já funciona como binário da Av. Getúlio Vargas, ambas coletoras secundárias, mas essa condição é pouco explorada para distribuir melhor os pontos de parada e o nível de serviço das vias.
Há grande concentração de pontos de ônibus na Av. Getúlio Vargas, enquanto a Av. Francisco Bernardino, pela sua escala, poderia atender melhor a uma nova distribuição. São 160 linhas na Av. Getúlio Vargas e 141 na Av. Francisco Bernardino, e dez linhas passam pelas duas avenidas. As linhas foram analisadas por grupos, de 100 a 700, cada um predominante em uma região da cidade.
Proposta de intervenção
A intervenção geral prevê o prolongamento da Rua José Calil Ahouagi, o viaduto da Rua Benjamin Constant, o Terminal Intermodal e o Terminal Intermunicipal, o prolongamento de calçadas, novos calçadões e o tratamento das esquinas para acessibilidade, ligando os complexos da Prefeitura e da MRS e do Museu Ferroviário.
Na Av. Getúlio Vargas, o perfil de 20,5 m traz calçada acessível, vias de fluxo contínuo, embarque de ônibus urbano, a eliminação das vagas rotativas e a passagem da iluminação para o canteiro central. Na Av. Francisco Bernardino, o perfil de 40,05 m inclui plataforma de permanência conforme as normas de acessibilidade, embarque de ônibus urbano, baia exclusiva para ônibus, baia para carga e descarga e prolongamento das calçadas, com a manutenção de um galpão e da carga ferroviária da MRS.
Patrimônio e diretrizes
O terminal fica no entorno da área de tombamento do Conjunto do Museu Ferroviário de Juiz de Fora. As intervenções nessa área devem ser analisadas previamente pelo IEPHA/MG e se harmonizar com o conjunto, com escala e proporção compatíveis, sem reduzir a visibilidade do bem tombado.
As diretrizes gerais de projeto são criar áreas verdes na região, melhorar a iluminação existente, promover acessibilidade em todos os espaços, aprimorar a mobilidade urbana, ceder espaço à caminhabilidade, manter o gabarito existente, implementar proteção acústica, criar permeabilidade visual ao patrimônio, promover espaços de integração e criar novos espaços de permanência.
A demolição do edifício entre a Estação Central e os galpões ampliaria a conexão do Museu Ferroviário com o conjunto histórico da Praça da Estação e criaria uma área de permanência, tendo o programa Respiro Urbano como referência. Parte dos galpões seria requalificada como apoio ao terminal, com banheiros e praça de alimentação, o que também contribui para preservar o conjunto.
Praça Maria Elídia
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Praça e espaço público
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Uma praça que preserva as grandes árvores e organiza os usos do bairro ao redor delas.
- Programa
- Quadra poliesportiva, academia ao ar livre, playground e mesas de jogos de concreto.
Projeto de requalificação da Praça Maria Elídia, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. A proposta preserva as grandes árvores existentes e organiza em torno delas os usos do bairro.
Uma quadra poliesportiva em laranja e roxo ocupa um dos lados, com arquibancadas em degraus junto ao cercamento.
No outro, ficam a academia ao ar livre, o playground e as mesas de jogos de concreto, interligados por um piso intertravado em tons neutros.
Uma pista vermelha de caminhada e corrida percorre todo o perímetro da praça, passando por escadarias, rampas e canteiros, e conecta a rua ao interior. O ponto de ônibus e as calçadas ampliadas reforçam a relação da praça com a vizinhança.
Praça Fausto Machado
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Praça e espaço público
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Uma praça em patamares, onde as escadarias também são arquibancadas.
- Programa
- Praça com quadra poliesportiva, caminhos e espaços de estar, em terreno em declive.
Projeto de requalificação da Praça Fausto Machado, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. A praça ocupa um terreno em declive e se organiza em patamares, que acomodam a quadra, os caminhos e os espaços de estar.
Uma quadra poliesportiva de piso azul, com marcação amarela e cercamento em verde-água, ocupa o patamar principal.
As escadarias funcionam também como arquibancadas e conectam os níveis, enquanto canteiros e jardineiras trazem sombra e vegetação.
O pavimento intertravado, os bancos de concreto, a iluminação de poste e as vistas abertas para o pôr do sol fazem da praça um mirante de convivência do bairro, pensado para todas as idades.
Eixo cicloviário Paraibuna
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Infraestrutura cicloviária e espaço público
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Uma ciclovia que liga trechos da cidade pelas margens do Rio Paraibuna.
- Programa
- Eixo cicloviário com calçadas e áreas verdes, estudado em perfis transversais trecho a trecho.
Projeto do eixo cicloviário ao longo do Rio Paraibuna, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. A proposta liga trechos da cidade pelas margens do rio, associando mobilidade por bicicleta, calçadas e áreas verdes.
O desenho se apoia em perfis transversais, estudados trecho a trecho, que mostram como a ciclovia convive com as avenidas, como a Avenida Brasil e a Avenida Garcia Rodrigues Paes, com a calçada, o parque em encosta, as contenções junto ao rio e as travessias de pedestres.
Mapas de implantação organizam o percurso e os pontos de apoio ao longo do eixo, e os cortes mostram, para cada situação, a relação entre a pista, o verde e o rio, de modo que o conjunto seja lido como um parque linear de uso cotidiano.
Mercado Municipal
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Reforma de equipamento público
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Um mercado tombado, de 1888, reorganizado em boxes temáticos ao redor do pátio central.
- Programa
- Boxes de agricultura familiar, laticínios, hortifrúti, temperos e lanchonetes, e pátio central com deck de madeira.
Projeto de reforma e humanização do Mercado Municipal de Juiz de Fora, construído em 1888 e tombado, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. O mercado reúne dois blocos ligados por um pátio central, e a proposta reorganiza o interior em boxes temáticos: no térreo, agricultura familiar, laticínios, hortifrúti, temperos e lanchonetes, identificados por letreiros e coberturas leves.
O pátio central ganha deck de madeira, jardineiras e bancos e vira o coração do mercado, com pé-direito duplo, vegetação suspensa e iluminação natural vinda da cobertura.
Uma escada metálica leve conecta o térreo ao primeiro pavimento, onde ficam restaurantes e a praça de alimentação, e se destaca em meio ao concreto existente.
A reforma segue as condicionantes do tombamento e preserva a fachada de tijolo aparente, as treliças metálicas e os pátios de pé-direito duplo. Do lado de fora, o edifício se abre para uma praça pavimentada, com árvores floridas, que prepara a chegada dos visitantes e amplia o espaço público em torno dele.
EcoPonto e Escola Ambiental
- Ano
- 2024
- Local
- Nova Benfica, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Ecoponto e equipamento educativo
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Um ecoponto que também ensina, com escola ambiental no mesmo conjunto.
- Programa
- Ecoponto com baias cobertas para recebimento de resíduos e escola ambiental, na campanha JF + Limpa.
Projeto de um ecoponto com escola ambiental no bairro Nova Benfica, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora, dentro da campanha JF + Limpa. Dois terrenos vizinhos, indicados na imagem de satélite, foram estudados para a implantação.
O ecoponto organiza o recebimento de resíduos em baias cobertas, com caçambas, contêineres e uma área de manobra para os caminhões, tudo com pintura em grafismo laranja, verde e turquesa que dá identidade ao equipamento e informa sobre o descarte correto.
A escola ambiental traz uma sala de aula para atividades educativas, com paredes coloridas e mobiliário claro, e o jardim tem um playground feito com pneus e madeira reaproveitados e frases como reduzir, reutilizar e reciclar. O conjunto transforma um serviço de limpeza urbana em espaço de educação e convivência.
Curumim São Benedito
- Ano
- 2024
- Local
- São Benedito, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Equipamento esportivo e de convivência
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Cor e quadra para dar identidade ao espaço externo do Curumim.
- Programa
- Quadra poliesportiva e pátio de convivência.
Projeto de requalificação do espaço externo do Curumim, no bairro São Benedito, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. A proposta organiza o terreno em torno de uma quadra poliesportiva e de um pátio de convivência.
A paleta em turquesa, amarelo e verde, aplicada no piso da quadra, nos muros e nos degraus, dá identidade ao conjunto e torna o espaço reconhecível pela vizinhança. O nome do Curumim ganha escala no muro da rua.
Arquibancadas em degraus, jardins, passeios de pedrisco e cercamento em tela formam um percurso seguro e acolhedor, onde crianças e jovens podem jogar, assistir e conviver.
CRAS, identidade visual
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Identidade visual de equipamento público
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Executado
Uma identidade visual única para todos os CRAS da cidade, feita de cor, grafismo e paisagismo.
- Programa
- Identidade visual para as unidades de CRAS de Juiz de Fora, com duas versões de fachada estudadas.
Projeto de identidade visual para os CRAS de Juiz de Fora, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. A identidade vale para todas as unidades da cidade; nas imagens, ela aparece aplicada a uma delas. A proposta parte de uma construção simples e a qualifica com cor, grafismo e paisagismo.
Foram estudadas duas versões: uma com fachada branca e uma linha sinuosa em amarelo e lilás que percorre o muro, e outra com superfícies em lilás e formas orgânicas amarelas, mais marcantes e acolhedoras.
O nome do equipamento ganha destaque no volume de entrada.
O terreno recebe bancos de concreto, gramado e aparelhos de ginástica ao ar livre, de modo que o equipamento se abra para a vizinhança e também sirva de espaço de convivência para o bairro.
Centro Cultural Guaruá
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Centro cultural e comunitário
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Um centro cultural de volume branco e faixas coloridas, aberto para a rua e para a quadra.
- Programa
- Centro cultural e comunitário com quadra esportiva de grama, em terreno em declive.
Projeto de um centro cultural e comunitário desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. O edifício se implanta em um terreno em declive e se abre para a rua e para uma quadra esportiva de grama, que faz parte do conjunto.
A estrutura metálica leve, os fechamentos de vidro e tela e o volume branco em contraste com as faixas coloridas da fachada dão uma identidade jovem e alegre ao equipamento, visível de longe e a partir da rua.
No interior, uma escadaria larga com patamares funciona como arquibancada e espaço de encontro, rodeada de vegetação, e o hall e as salas se organizam em torno de uma grande cobertura de telhas translúcidas, que traz luz natural para dentro do edifício.
Quartos, escritório e banheiro
- Ano
- 2023
- Local
- Minas Gerais
- Tipo
- Projeto de interiores residencial
- Autoria
- Projeto feito no escritório Arcos
- Status
- Não executado
Verde escuro, madeira clara e cinza em ambientes de trabalho e descanso.
- Programa
- Escritório em casa, quartos e banheiro, com marcenaria sob medida.
Projeto de interiores desenvolvido em 2023 no escritório Arcos, reunindo um escritório em casa, quartos e um banheiro, todos com uma paleta de verde escuro, madeira clara e cinza.
O escritório aproveita um canto com bancada em L, prateleiras contínuas e iluminação embutida, com plantas que trazem frescor ao espaço de trabalho.
No quarto, a marcenaria reúne painel de televisão, nichos e uma segunda bancada de estudo.
O banheiro combina revestimento verde, bancada branca e box de vidro, e o quarto de casal segue uma linguagem mais suave, com piso em madeira, cabeceira baixa e tons claros.
Apartamento JD
- Ano
- 2025
- Local
- Minas Gerais
- Tipo
- Projeto de interiores residencial
- Autoria
- Projeto feito no escritório ARQLIQ
- Status
- Em execução
Madeira clara, pedra e tons areia para um apartamento calmo e acolhedor.
- Programa
- Interiores de apartamento, com sala, cozinha de bancada curva e um canto de descanso junto à janela.
Projeto de interiores de um apartamento desenvolvido em 2025 no escritório ARQLIQ. A paleta parte de madeira clara, pedra e tons areia, com cortinas leves que deixam entrar a luz e criam um ambiente calmo e acolhedor.
A madeira ripada reveste a marcenaria da sala e da cozinha e se repete na bancada de tampo verde-água, que desenha uma curva e acompanha banquetas de madeira.
Junto à janela, uma rede de balanço e um banco corrido de pedra criam um canto de descanso.
A sala de jantar ganha uma mesa oval em torno de um painel curvo de ripas, que define o ambiente sem fechá-lo, e a cozinha se organiza com bancada de pedra, banco embutido e iluminação linear.
Apartamento DA
- Ano
- 2025
- Local
- Minas Gerais
- Tipo
- Projeto de interiores residencial
- Autoria
- Projeto feito no escritório ARQLIQ
- Status
- Em execução
Sala, jantar e cozinha integrados por um grande volume de marcenaria em azul petróleo.
- Programa
- Interiores de apartamento, com planta aberta reunindo sala, jantar e cozinha.
Projeto de interiores de um apartamento desenvolvido em 2025 no escritório ARQLIQ. A planta é aberta e reúne sala, jantar e cozinha num único ambiente, com piso claro, paredes brancas e muita luz natural vinda das varandas.
Um grande volume de marcenaria em azul petróleo organiza o espaço: abriga a televisão e os nichos, esconde a geladeira e faz a divisa entre a sala e a cozinha, em contraste com os painéis de madeira clara.
O mesmo azul reaparece nos armários da cozinha, em linha, e numa coluna de prateleiras que filtra a passagem.
Cantos de leitura com poltrona e luminária, um nicho para adega e plantas pendentes completam o projeto e dão leveza e aconchego ao conjunto.
Parque da Lajinha
- Ano
- 2025
- Local
- Teixeiras, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, parque urbano
- Status
- Acadêmico
Entre Árvores e Caminhos: um parque que mostra o que já tem e amplia seus usos.
- Programa
- Qualificação do Parque Natural Municipal da Lajinha, com foco em bem-estar e contato com a natureza.
Desenvolvido em 2025 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo IX, na UniAcademia, o projeto propõe qualificar o Parque Natural Municipal da Lajinha, em Juiz de Fora, um respiro urbano parcialmente preservado cujos equipamentos não exploram todo o potencial do lugar. A proposta, Entre Árvores e Caminhos, evidencia o que o parque oferece e diversifica seus usos, com foco no bem-estar e em um estilo de vida mais próximo da natureza.
Entre as trilhas, espaços de yoga e meditação, pontes e passarelas de madeira que cruzam a mata e o lago, e um grande deck na margem, com mobiliário pensado para a contemplação e o encontro.
Um museu conta a história ferroviária de Juiz de Fora e acolhe os bondes preservados, com café e um palco no gramado para aulas de dança, yoga e atividades lúdicas.
O parquinho foi requalificado, com deck coberto para os pais, e ao lado ficam quadras poliesportivas e de areia, com arquibancadas. Junto ao lago, um restaurante e o deck dos pedalinhos, e o mirante de duas torres ligadas por passarela, que leva do lago ao meio da mata. Tudo em madeira de pinus de reflorestamento, com estrutura metálica escura onde necessário, para quebrar o mínimo a experiência na natureza.
Álamo Residencial
- Ano
- 2025
- Local
- São Mateus, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, edifício residencial
- Status
- Acadêmico
Um edifício pensado a partir do público-alvo: estudantes e solteiros perto do centro.
- Programa
- Edifício multifamiliar em terreno de 592 m², com 14 m de frente.
Desenvolvido em 2025 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo IX, na UniAcademia, pela equipe Affinitas Arquitetura, o Álamo Residencial é um edifício multifamiliar na Rua Morais e Castro, no bairro São Mateus, em Juiz de Fora. O terreno tem 592 m², com 14 m de frente, em zona residencial de corredor, próximo ao centro, às universidades e a hospitais e comércio.
O projeto parte de uma análise de oportunidade e do público-alvo, estudantes, solteiros e casais, e busca eficiência em tudo: na garagem, na fachada, nas plantas e nos apartamentos.
São três tipologias de apartamento-tipo, de um e dois quartos, e três de cobertura, de um e três quartos, com unidades de 51 a 169 m², varanda gourmet e salas e cozinhas integradas.
O edifício combina tijolo aparente, madeira, brises metálicos e vegetação nas varandas, e reúne áreas de lazer externas com piscina, rooftop, fire pit e espaço pet. Segurança, fechaduras eletrônicas, iluminação em LED, captação de água pluvial e medição individual compõem as estratégias de sustentabilidade e inovação, e o estudo fecha com a viabilidade financeira do empreendimento.
Estudo de viabilidade
- Ano
- 2025
- Local
- Rua Barão de Cataguases, Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Projeto acadêmico, estudo de viabilidade
- Status
- Acadêmico
Um edifício para jovens e estudantes, com moradias modernas e ampla área de uso comum.
- Programa
- Edifício multifamiliar em terreno de 350 m², com garagem de sete vagas no térreo e áreas comuns.
Desenvolvido em 2025 no Projeto de Arquitetura e Urbanismo IX, na UniAcademia, pela equipe Affinitas Arquitetura, o estudo avalia um edifício multifamiliar para jovens e estudantes, com moradias modernas, tecnologia como fechaduras digitais e uma ampla área de uso comum. O terreno fica na Rua Barão de Cataguases, com 10 por 35 m, 350 m² e coeficiente de aproveitamento de 1,8.
O térreo reúne garagem otimizada com sete vagas, uma delas acessível, hall de pedestres centralizado e um ponto comercial de 35 m² para movimentar o comércio local.
Quatro pavimentos-tipo têm quatro studios de 35 m² com varanda cada, em torno de um núcleo de circulação central, e duas coberturas duplex de 83 m² dividem espaço com um rooftop de uso comum.
A fachada, de aspecto jovem, usa tijolo aparente, madeira e vegetação vertical. O estudo de viabilidade financeira fecha a proposta, com aproveitamento de 133,85% e margem de lucro de 59,33%.
Apartamento DH
- Ano
- 2024
- Tipo
- Interiores residenciais
- Status
- Acadêmico
Marcenaria em verde-sálvia para um casal que gosta de receber e cozinhar.
- Programa
- Cozinha, lavanderia e varanda gourmet.
Projeto de interiores desenvolvido na UniAcademia, em dupla com Juliana Almeida, a partir do perfil de um casal jovem de administradores, com um filho de três anos, que adora receber amigos e cozinhar. O programa pedia armários para organizar bolsas, sapatos e brinquedos, e uma iluminação intimista para as visitas e clara no dia a dia.
O projeto cobre a cozinha, a lavanderia e a varanda gourmet, com marcenaria em verde-sálvia, revestimento cerâmico vertical e terrazzo na área gourmet, e os banheiros social e da suíte, com porcelanato bege e metais pretos. Cada ambiente tem planta de alvenaria, layout, mobiliário, revestimento, instalações, cortes, elevações e detalhamento de marmoraria.
The Corner Edition, quiosque da esquina
- Ano
- 2026
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Concurso, quiosque urbano
- Autoria
- Igor Drumond
- Status
- Concurso
Um quiosque que funciona como a página de um jornal de bairro: uma esquina, uma edição por dia.
- Programa
- Módulo com estante de livros, painel de notícias, balcão de bebidas e banco, para um raio de 500 m.
Proposta de quiosque para uma esquina de Juiz de Fora, pensada como uma página de jornal de bairro: uma esquina, uma mão, uma edição por dia. O quiosque reúne em um só módulo estante de livros, o painel com as notícias do dia, balcão de bebidas e um banco, e atende a um raio de 40 minutos a pé, ou 500 metros.
O módulo é feito de estrutura de aço escuro, madeira e vidro, com abas que se abrem ao longo do dia: dobrado e fechado de madrugada, aberto de manhã, com sombra e água ao meio-dia, e iluminado à noite. A venda de bebidas ajuda a manter o quiosque, e a leitura, a escrita e o encontro ficam livres para todos.
Praça Déa Caputo Monachesi
- Ano
- 2024
- Local
- Juiz de Fora, MG
- Tipo
- Requalificação de praça, estudo preliminar
- Autoria
- SEPUR/PJF
- Status
- Não executado
Uma praça com pouco uso e sem sombra que vira espaço de esporte, lazer e convivência.
- Programa
- Campo e quadra renovados, pista de caminhada, playground, academia ao ar livre, mesas de jogos e edificação de apoio.
Estudo preliminar de requalificação da Praça Déa Caputo Monachesi, desenvolvido em 2024 na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora. O terreno tinha um campo de terra, uma quadra e uma arquibancada degradada, com pouco uso e sem sombra.
A proposta mantém o campo e a quadra, renovados, e acrescenta pista de caminhada, playground, academia ao ar livre, mesas de jogos, bancos, uma edificação de apoio com vestiários, salas multiuso, administração e área de churrasco, e paisagismo com árvores floridas, como jacarandá e ipê, e um calendário de floração ao longo do ano.
Kitnet Alameda 7
- Ano
- 2026
- Local
- Pedro Juan Caballero — Paraguai
- Área
- 25 m² por unidade
- Tipo
- Arquitetura e interiores
- Autoria
- EKOA Arquitetura
- Status
- Não executado
Uma moradia completa em 25 m², com mezanino e fachada única.
- Programa
- Unidades compactas de 25 m² em um mesmo terreno, em Pedro Juan Caballero, Paraguai.
O projeto organiza unidades compactas em um mesmo terreno, com fachada única e identidade própria. Cada unidade resolve, em 25 m², tudo o que uma moradia precisa.
O mezanino libera o piso térreo para o convívio e recolhe o dormitório para cima. A marcenaria acompanha as paredes e absorve armazenamento, bancada e escada; o cobogó e a alvenaria aparente aparecem sem revestimento, e a paleta terracota amarra o conjunto.
Banheira Prisma
- Ano
- 2026
- Tipo
- Concurso — Prêmio DECA 2026
- Autoria
- EKOA Arquitetura
- Status
- Concurso
Um prisma cheio, em cor de terra, apoiado no chão do banheiro.
- Programa
- Banheira como objeto de design, inspirada no cobogó brasileiro, para o Prêmio DECA 2026.
Um prisma cheio, em cor de terra, apoiado no chão do banheiro. A geometria retilínea vem do cobogó brasileiro e transforma luz, forma e arquitetura em um objeto de banho.
Viver com design transforma tudo.
Poltrona Koa
- Ano
- 2026
- Tipo
- Design de mobiliário autoral
- Autoria
- EKOA Arquitetura
- Status
- Em execução
Uma poltrona igual dos dois lados, com estrutura contínua em madeira maciça.
- Programa
- Design de mobiliário autoral: poltrona com estrutura em madeira maciça com óleo natural e estofado.
A Koa é o equilíbrio entre forma e função. Sua estrutura contínua em madeira maciça envolve o estofado com leveza, criando uma experiência de conforto sofisticado e presença atemporal.
A cadeira é exatamente igual dos dois lados, o que garante harmonia visual em qualquer ambiente. A estrutura, com acabamento em óleo natural, conecta braços, assento e pés em uma única forma, leve e resistente, e valoriza os veios e a textura da madeira.
O estofado combina espuma de alta densidade e revestimento em couro natural, para conforto e durabilidade.
Na versão Poltrona Dupla, duas Koa se completam e, unidas, revelam a palavra EKOA: design que se completa.
Nos detalhes, a junção entre o couro e a madeira maciça e o acabamento em óleo natural; nas imagens de ambiente, a peça nas versões verde-oliva e terracota em diferentes espaços.
Apê Marcinho
- Ano
- 2026
- Local
- Juiz de Fora — MG
- Área
- 30 m²
- Tipo
- Interiores e marcenaria
- Autoria
- EKOA Arquitetura
- Status
- Em execução
Estar e jantar num só ambiente, com a marcenaria concentrando o programa.
- Programa
- Reforma de apartamento de 30 m², com canto alemão, cantinho do vinho, chapelaria e painel de TV.
A reforma reorganiza estar e jantar em um único ambiente contínuo, onde cada função ganha um lugar definido sem que o espaço perca a leveza.
A marcenaria concentra o programa: canto alemão, cantinho do vinho, chapelaria e o painel de TV, resolvido de forma discreta. A paleta parte do amarelo já existente no apartamento e o acompanha com tons terrosos, madeira e tecidos claros.
Sobre mim
Sou Igor Drumond, arquiteto e urbanista em Juiz de Fora, Minas Gerais, formado em 2025 pelo Centro Universitário UniAcademia.
Natural de Juiz de Fora (MG) · 24 anos · Solteiro
Identidade e posicionamentoDefendo uma arquitetura que busca bem-estar e encanto para quem usa o espaço, muitas vezes por estratégias inventivas e paisagísticas, unindo estética, funcionalidade e impacto positivo na vida das pessoas.
Entrada na profissãoIngressei na arquitetura por influência de uma irmã arquiteta e comecei a trabalhar com ela, na Lara Drumond Arquitetura, em projetos comerciais, com modelagem, imagens e desenhos técnicos e executivos.
Ampliação da práticaNa faculdade, participei da Empresa Júnior ARCOS. Na Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora, trabalhei em praças, viário, reformas de equipamentos públicos e requalificação urbana.
Direção atualHoje pesquiso habitação de interesse social, população em situação de rua e estratégias urbanísticas de inclusão. Para mim, o projeto começa nas pessoas: no contato direto com quem vai viver o espaço, no desenho à mão que organiza as primeiras ideias e na escuta do lugar. Uso ferramentas atuais, inclusive inteligência artificial, para explorar alternativas e comunicar o projeto com clareza, sem abrir mão do croqui, da conversa e do cuidado com quem usa o espaço.
Trajetória
Início da graduação
UniAcademia e Lara Drumond Arquitetura
Primeiro estágio, na Lara Drumond Arquitetura, em projetos comerciais, com modelagem, imagens e desenhos técnicos e executivos.
Continuidade no escritório
Lara Drumond Arquitetura · formação complementar
Continuidade das atividades na Lara Drumond Arquitetura, com iluminação, interiores, empreendedorismo, software e repertório de arquitetura.
ARCOS e Prefeitura
Empresa Júnior e SEPUR/PJF
Atuação na ARCOS Empresa Júnior e entrada na Secretaria de Planejamento Urbano. Participação no 1º Seminário Técnico de Planejamento Urbano da PJF.
Planejamento urbano
SEPUR/PJF e ARQLIQ
Passagem pelos departamentos de projetos e de uso do solo. Reformas do HPS e do Mercado Municipal. Palestra de Filippo Innocenti (Zaha Hadid Architects).
Graduação e TFG
UniAcademia
Conclusão do curso e do TFG Housing First. 6ª Conferência Municipal das Cidades, 2º Seminário Técnico de Planejamento Urbano e Segunda Semana BIM (UFJF).
Escritório, concursos e campo
EKOA, Kaira Looro, Yung Vivo
Cofundação da EKOA Arquitetura, experiência encerrada em 2026. Concursos Kaira Looro e Yung Vivo. Voluntariado após as chuvas de fevereiro.
Profissional
EKOA Arquitetura
Ex-cofundador e projetista
Cofundei a EKOA, escritório voltado à arquitetura brasileira contemporânea. Concepção, desenvolvimento e coordenação de projetos residenciais, comerciais e de interiores: estudos preliminares, projetos executivos, detalhamento e compatibilização, além de contratos, propostas e comunicação.
ARQLIQ Arquitetura
Projetista, estágio
Projetos arquitetônicos, de interiores e de paisagismo, além de concursos e representação gráfica. Discussões sobre arquitetura contemporânea, urbanismo e fotografia de arquitetura, com autonomia na elaboração de soluções.
Secretaria de Planejamento Urbano, Prefeitura de Juiz de Fora (SEPUR/PJF)
Projetista, estágio
No Departamento de Projetos e Intervenções Territoriais, projetos arquitetônicos e intervenções em equipamentos públicos, entre eles as reformas do Hospital de Pronto Socorro (HPS) e do Mercado Municipal, além de projetos urbanos, viários, de praças e de requalificação. No Departamento de Uso e Ocupação do Solo, análises de legislação urbanística, parcelamento do solo e ocupação do território. Ver os projetos da SEPUR ↓
ARCOS Empresa Júnior
Projetista
Projetos arquitetônicos, de interiores e de mobiliário, com participação na gestão da empresa e dos processos de trabalho.
Lara Drumond Arquitetura
Projetista, estágio
Primeira experiência profissional: projetos comerciais com prazos curtos, modelagem tridimensional, imagens, apresentações, diagramas e desenhos técnicos e executivos. Contato com clientes e compatibilização entre estética, funcionamento e construção.
Capacidades
Projeto
Do estudo preliminar ao projeto executivo, com detalhamento e compatibilização, do móvel à bacia hidrográfica.
Urbanismo
Análise de legislação, parcelamento e uso do solo, além de praças, viário e requalificação urbana.
Reforma
Reformas de equipamentos públicos e comerciais, como o HPS, o Mercado Municipal e o Açaí em Ubá.
Pesquisa
Revisão bibliográfica, estudos de caso e diretrizes, como no TFG Housing First e na pesquisa em andamento.
Representação
Imagens, pranchas de concurso e diagramas fiéis à geometria e aos materiais de cada projeto.
Organização
Arquivo, escala e ordem de entrega, com propostas, contratos e prazos organizados no escritório.
Gerência de projetos
Organização de prazos, equipes e entregas, do início do projeto até a execução da obra, com acompanhamento de cada etapa.
Colaboração
Trabalho em equipe no escritório, na Prefeitura, em concursos e no campo, com a autoria de cada pessoa clara.
Arte e comunicação visual
Design de arte para ambientes, como nos CRAS, além de adesivos, letreiros e sinalização.
Identidade de marca
Criação de identidade visual de marcas, como nos projetos dos Açaís, do logotipo à aplicação.
Sites
Criação de sites para escritórios e profissionais, com foco na apresentação clara dos trabalhos.
Tráfego pago
Gestão de campanhas de anúncios no Google Ads, no Meta Ads e no ChatGPT Ads, do planejamento à análise de resultados.
Programas
Desenho e BIM
AutoCAD, Revit e Archicad.
Modelagem
SketchUp.
Renderização
D5 Render, Enscape e V-Ray.
Edição e apresentação
Photoshop, Illustrator e Canva.
Inteligência artificial
ChatGPT, Gemini, Claude e Magnific.
Organização e gestão
Trello e Monsi.
Liderança e comunicação
Cofundação e coordenação de projetos
EKOA Arquitetura, 2026 (ex-sócio; não atuo mais no escritório)
Coordenação de projetos residenciais, comerciais e de interiores, e divisão de responsabilidades entre os sócios.
Gestão de processos
ARCOS Empresa Júnior, 2023
Participação no gerenciamento de projetos e dos processos de trabalho da empresa.
Propostas, contratos e apresentação
EKOA Arquitetura (ex-sócio) e Lara Drumond Arquitetura
Contato com clientes, preparação de propostas e documentação para apresentação e execução.
Apresentação e debate
TFG, seminários e conferência
Apresentação do trabalho de conclusão e participação nos seminários técnicos e na Conferência Municipal das Cidades.
Campo em emergência
Defesa Civil, IAB e Prefeitura, 2026
Trabalho de campo ao lado de engenheiros, com orientação direta aos moradores.
Concursos e Atividades
Yung Vivo, Sob os Tempos do Equinócio
Concurso, em equipe
Plano piloto de gestão integrada das águas urbanas para o Ribeirão do Yungue, em Juiz de Fora. Classificado em terceiro lugar.
Teranga, Kaira Looro Architecture Competition
Concurso internacional, com Mariane Monteiro
Centro comunitário para o Senegal, a partir da circularidade ancestral e do pátio central.
Centro de artes, cultura e eventos da UFC
Concurso, com a EKOA Arquitetura (ex-sócio)
Proposta para a Praça Cultural São Pedro, em Fortaleza.
The Civic Kiosk
Proposta em desenvolvimento
Pequena arquitetura pública para pausa e informação em Juiz de Fora.
Abrir um escritório
Desafio e decisão
Na EKOA, unir projeto, contratos, propostas e comunicação, dividindo responsabilidades entre os sócios. Levei a visão de gestão e o cuidado com a clareza em cada entrega.
Voluntário na Defesa Civil de Juiz de Fora
Com IAB Zona da Mata e Vertentes e Prefeitura
Após as fortes chuvas, três dias de inspeção de campo em residências atingidas, junto a engenheiros: avaliação da segurança das edificações, orientação aos moradores e apoio a centros de recolhimento e distribuição de doações.
Debate sobre o planejamento da cidade
Seminários e conferência
1º e 2º Seminários Técnicos para debater o Planejamento Urbano da PJF e 6ª Conferência Municipal das Cidades.
Pesquisa
Trabalho Final de Graduação
Housing First e a reconstrução da cidadania urbana
O trabalho propõe o modelo Housing First (“Moradia Primeiro”) como solução estrutural e humanizada para a população em situação de rua. Surgido no início dos anos 1990, em Nova York, e idealizado pelo psicólogo Sam Tsemberis, o modelo parte de uma mudança radical: a casa vem primeiro. A moradia permanente e estável, entendida como direito humano, é o ponto de partida para a reinserção social, e não a recompensa por um comportamento considerado adequado, sem exigir pré-requisitos como abstinência. Adotado com sucesso em países como Finlândia e Dinamarca, o modelo associa a habitação permanente a um suporte social contínuo.
O diagnóstico local mostra que a população em situação de rua de Juiz de Fora aumentou 110% entre 2016 e 2023, chegando a cerca de 1.600 pessoas em 2025. A proposta é um edifício multifuncional e sustentável na região central, que reúne habitação permanente e serviços essenciais: saúde, assistência social, capacitação profissional e apoio à dependência química. O objetivo geral é oferecer moradia permanente e serviços integrados de saúde, assistência social, educação e capacitação, em espaços humanizados que garantam dignidade, autonomia e reintegração social.
O programa articula morar, cuidar e participar, com restaurante popular, pátios, horta e feira, biblioteca, oficinas e salas multiuso. Entre os objetivos específicos estão implementar um programa habitacional permanente como alternativa ao abrigamento temporário, integrar moradia, saúde e assistência social em um mesmo espaço, capacitar por meio de oficinas e cursos profissionalizantes, promover a convivência comunitária, garantir o direito à cidade com um equipamento em área central e fomentar práticas construtivas sustentáveis. O objetivo é repovoar o centro, atuar contra a segregação socioespacial e tratar a moradia como direito, não como recompensa.
A moradia digna não pode ser entendida como prêmio final, de uma jornada de superação, mas como alicerce básico para qualquer processo de inclusão social.Raquel Rolnik, Guerra dos lugares, Boitempo, 2015, p. 93Ver o projeto
Do TFG à discussão pública
Trabalho Final de Graduação
UniAcademia
Housing First e a reconstrução da cidadania urbana, orientado por Raphael Barbosa Rodrigues.
Exposição de TCCs do IAB
Instituto de Arquitetos do Brasil
O trabalho foi selecionado para a exposição de TCCs do IAB.
Câmara Municipal de Juiz de Fora
Poder Legislativo municipal
A proposta está em debate na Câmara Municipal.
Secretarias da Prefeitura
Poder Executivo municipal
O trabalho também está sendo discutido em duas secretarias da cidade.
Projetos
Teranga, Centro Comunitário
Reforma HPS
Poltrona Koa
Praça Fausto Machado
Mercado Municipal
Habitação Lumiar
Estudo de viabilidade
The Corner Edition, quiosque da esquina
EcoPonto e Escola Ambiental
Parque da Lajinha
Kitnet Alameda 7
Praça Maria Elídia
Apartamento DA
Banheira Prisma
Centro Cultural Guaruá
Apartamento JD
Edifício Reserva
Eixo cicloviário Paraibuna
CRAS, identidade visual
MUCOV, Museu do Comércio Varejista
Calçadas do Parque da Lajinha
Apê Marcinho
Le Café Mirante
Terminal Intermodal
Praça Déa Caputo Monachesi
Escola Estadual Malfatti
Viário do Distrito Industrial
#Açaí Viçosa
Praça Pantaleone Arcuri
Rua de Brincar
Curumim São Benedito
Álamo Residencial
Respiro Urbano, Rua Victor Spagnolo
Pista de Skate
Comércio Popular
Edifício Vernus Corporate
Masterplan PJF
Apartamento DH
Quartos, escritório e banheiro
Espaço Arnaldo Janssen
Casa sobre Jardim
Residência Jardim Pinheiro
Outros projetos
Projetos em que atuei e que ainda não têm imagens publicadas.
- Praça CaiçarasSEPUR/PJF · praça e espaço público
- Praça Nova GermâniaSEPUR/PJF · praça e espaço público
- Pista de skate, Av. BrasilSEPUR/PJF · espaço público · 2024
- Praça do Bairro GramaSEPUR/PJF · praça e espaço público · 2024
- Praça Padre LéoSEPUR/PJF · praça e espaço público · 2024
- Respiro Urbano, Av. BrasilSEPUR/PJF · espaço público · 2024
- Respiro Urbano, Viaduto Rosa CabindaSEPUR/PJF · espaço público · 2024
- Viário Rua Eugênio do NascimentoSEPUR/PJF · infraestrutura viária · 2024
- CantinaLara Drumond Arquitetura · projeto comercial · 2023
- Apartamento GRProjeto de interiores residencial · 2025
- Centro de Artes, Cultura e Eventos da UFCConcurso, Fortaleza, CE · 2026
- Quarto JProjeto de interiores e render · 2024
- Reforma interna HPSSEPUR/PJF · reforma interna · 2024
- Açaí em Ubá, marcenariaReforma comercial, marcenaria · 2023
- Respiro Urbano, Rua IbitiguaiaSEPUR/PJF · espaço público, projeto executivo · 2024
- Praça do Bairro AmazôniaSEPUR/PJF · praça e espaço público · 2024
Graduação
Arquitetura e Urbanismo
Centro Universitário UniAcademia, Juiz de Fora
Projetos de Arquitetura e Urbanismo (PA 1 a PA 9) em diferentes escalas, de interiores e habitação a museu, parque e edifício.
Trabalho Final de Graduação
Housing First e a reconstrução da cidadania urbana
Orientação de Raphael Barbosa Rodrigues. Selecionado para exposição de TCCs do IAB.
Idiomas
- Inglês, intermediário - cursando
- Interessado em cursar outros idiomas
Cursos
Mobilidade a Pé
Enap · 15 h
Segunda Semana BIM
UFJF · 24 h
Branding e gestão de marca para arquitetos
Projetou
Marketing e aquisição de clientes para arquitetos
Projetou
Projeto executivo de paisagismo
Projetou
Cidades sustentáveis e circulares
PUC-RS
Extensões
Da teoria à prática: experiências e desafios no mercado da arquitetura
Pritzker 2025
Ganhador do Pritzker 2024
Respiro Urbano
Visita técnica ao Independência Shopping
O papel das consultorias na produção do espaço urbano
Palestra com o arquiteto Filippo Innocenti, Zaha Hadid Architects
Neuroarquitetura: cidades, a extensão de nossas casas
Oficina de PEUs
Visita técnica ao Museu Mariano Procópio
Nó Arquitetura
Oficina de Software: Layout (SketchUp)
Pritzker 2022
Empreendedorismo: Viê + Opus
Iluminação na Arquitetura
Suér Ateliê
Pensamento projetual na Arquitetura de Interiores
Paisagem: como a entendemos
Super Ateliê
Urbanismo Tático
Projetando Equipamentos de Saúde
Palestras
Home & Decor Habitat, 3ª edição · Privilège, Núcleo Urbano Arquitetura e Design
Architecture Hunter: Why We Hunt?, com Amanda Ferber
Sob os Tempos do Equinócio
2º Seminário Técnico para debater o Planejamento Urbano, PJF
6ª Conferência Municipal das Cidades de Juiz de Fora
Filippo Innocenti, Zaha Hadid Architects
1º Seminário Técnico para debater o Planejamento Urbano, PJF
Eventos
Contato
Juiz de Fora, Minas Gerais.
Registro
- Arquiteto e Urbanista · CAU A330793-0
- Currículo Lattes: lattes.cnpq.br/5948195965505939
- Base: Juiz de Fora, Minas Gerais